25 de julho, de 2023 | 06:00

Outro tropeço

Fernando Rocha

O Cruzeiro tropeçou, outra vez, dentro de casa, ao perder de 1 x 0 para o Goiás, time que desde o começo do Brasileirão vinha sofrendo na zona de rebaixamento. Foi o segundo resultado inesperado, já que na rodada anterior não passou de um empate contra o também modesto Coritiba.

O técnico Pepa retornou ao esquema tradicional ao escalar Gilberto como homem de referencia no ataque e Bruno Rodrigues na ponta esquerda, onde joga melhor.

Mas, nada adiantou no sentido de melhorar a produção ofensiva, pois salta aos olhos a falta de um armador com qualidade para criar jogadas que levem perigo ao adversário.

Como consequência disso, o goleiro do Goiás, Tadeu, não fez uma defesa difícil sequer durante toda a partida, enquanto a zaga esmeraldina vencia todas as disputas individuais, pelo alto e por baixo, com os atacantes celestes.

Com o empate diante do Coritiba e a derrota para o Goiás, em tese dois adversários diretos na competição, a Raposa desperdiça a chance de se aproximar da parte de cima da tabela e, agora, terá uma sequência difícil enfrentando o Athletico(PR) fora, o líder Botafogo em casa e Palmeiras no Allianz Parque.

Seca continua
Agora são oito jogos sem vencer - sete pelo Brasileiro e um pela Libertadores -, o que não é admissível para um time como o Atlético, que possui um dos elencos mais caros e valiosos do futebol no continente.

Nesta derrota de 1 x 0 para o Grêmio, em Porto Alegre, não se pode dizer que o time jogou mal ou foi desorganizado em campo, pois teve o controle do jogo e as melhores chances, porém, não teve competência para marcar.

O técnico Felipão, outra vez, foi muito mal ao culpar a arbitragem pela derrota, mas é fato que a equipe alvinegra mostrou alguma evolução e fez a melhor atuação sob o seu comando.

Não pode é tomar um gol infantil como foi, aos 10 minutos, quando o jovem atacante Ronald, de 20 anos, nem precisou sair do chão para cabecear e marcar, sob o olhar complacente do Igor Gomes e de toda a defesa alvinegra.

A reação para reencontrar o caminho das vitórias precisa começar no próximo sábado quando recebe o Flamengo, no Independência, depois vai ao Morumbi pegar o São Paulo, entremeando confrontos decisivos contra o Palmeiras pela Libertadores.

FIM DE PAPO

Continua repercutindo a anulação pelo VAR do gol de Alan Kardec, quase no fim do jogo, que poderia ter dado o empate ao Galo contra o Grêmio. Segundo Hulk, o árbitro Luiz Carlos Oliveira teria lhe dito que o “cotovelo” de Kardec estava à frente e por isso o gol foi anulado. Felipão, indignado com o VAR, exagerou e disse que “o futebol brasileiro acabou”.

Todo clube quando é vítima de suposto erro de marcação do VAR reage assim como acontece agora com o Galo, contando sempre com o apoio de parte da imprensa bairrista de sua região. Algumas rodadas atrás, o Galo foi beneficiado pelo VAR, que anulou um belo gol de Rony, do Palmeiras, no Mineirão, no entanto não me lembro de algum dirigente alvinegro ter reconhecido publicamente o erro da arbitragem. A orientação é da FIFA e só ela pode mudar o critério de milímetros para marcar impedimentos e anular gols, algo que também acho injusto.

O América fez mais um jogaço, mas, quase no final da partida, cedeu o empate ao poderoso e milionário Flamengo, de Jorge Sampaoli, Arrascaeta, Allan, Gabigol e outros menos votados. E foi em pleno Maracanã lotado por 65 mil torcedores rubro-negros. Novamente, o Coelho dá esperanças de que vai reagir e voltar a vencer no Campeonato Brasileiro, para sair da zona do rebaixamento. Se o elenco não é nenhuma Brastemp, também, não é uma geladeira antiga a querosene para estar nas últimas colocações. Se jogar como jogou contra o Flamengo, daqui por diante, não cai. No próximo domingo, terá outra chance contra o Palmeiras, no Independência. A fila anda!

Achei um despropósito os decretos do Governo do Estado e da Prefeitura de Belo Horizonte estabelecendo horários especiais para seus respectivos servidores nos dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo feminina. Nem mesmo para as partidas da seleção masculina, que tem visibilidade mil vezes maior, acho válida ação semelhante. Quem sai prejudicado, como sempre, é o cidadão que necessita do serviço público. A instalação de aparelhos de TV nas repartições seria uma boa e simples solução para o caso, mas aqui no Brasil esta cultura de feriados por qualquer motivo ultrapassa todos os limites. (Fecha o pano!)

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