População da Região Metropolitana do Vale do Aço tem aumento de mais de 7 mil pessoas em 12 anos

29/06/2023 às 07:40
Tiago Araújo
Em Ipatinga, a população passou de 239.468 para 227.731, conforme os dados do Censo Demográfico 2022

Os resultados do Censo Demográfico 2022 foram divulgados, nesta quarta-feira (28), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados mostram o crescimento da população em todo o país. Os números mostram o quanto a população aumentou também no Vale do Aço. Ipatinga foi uma exceção, com redução populacional. O Censo 2022 mostra que a população do Brasil atingiu 203.062.512 pessoas, com aumento de 12,3 milhões desde a última coleta, feita para 2010. Na Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA), a população passou de 451.670 para 458.846 nesses últimos 12 anos, um aumento de 1,6%.

Os trabalhos de coleta do Censo tiveram início na região no dia 1º de agosto de 2022 e foram finalizados no dia 20 de abril deste ano. Nesse primeiro momento, somente será divulgada a população total por município. Em breve, o IBGE divulgará um calendário com as datas das divulgações temáticas.

Região Metropolitana
Conforme os dados do Censo, no período de 12 anos - levando em conta que o último Censo foi realizado em 2010 - a população de Ipatinga diminui de 239.468 para 227.731; em Coronel Fabriciano aumentou de 103.694 para 104.736; em Timóteo aumentou de 81.243 para 81.579; em Santana do Paraíso subiu de 27.265 para 44.800. Ao todo, a população da RMVA passou de 451.670 para 458.846.

Estagnação
O gerente regional do IBGE, Douglas Menezes, informou que em vez de ocorrer crescimento populacional, conforme era a expectativa com base na situação econômica de 2010, houve na verdade uma estagnação. “Tivemos um ligeiro crescimento se for avaliar a Região Metropolitana do Vale do Aço nos últimos 12 anos. E a modificação que mais chama atenção, se for olhar em números absolutos dos municípios, é Ipatinga, que teve uma diminuição de aproximadamente 12 mil habitantes de 2010 para 2022”, afirmou.

Migração interna
Douglas Menezes ressaltou que essa diminuição de cerca de 12 mil habitantes não significa que as pessoas foram embora da região.

“Hoje a pessoa pode trabalhar em Santana do Paraíso e residir em Ipatinga, e vice-versa, por exemplo. Então o que verificamos é que nesses últimos 12 anos houve uma migração interna. O município de Santana do Paraíso pulou de 27 mil pessoas para mais de 44 mil pessoas. É um dos maiores do país, mas o que houve foi uma migração de pessoas de Ipatinga para lá, além de diversos fatores, como a construção de vários loteamentos e o baixo custo de vida em relação a outras cidades”, explicou.

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