04 de junho, de 2023 | 06:00
Queda dos gigantes
Fernando Rocha
A semana que passou foi de Copa do Brasil com jogos decisivos, que indicaram as oito equipes para seguir na disputa das quartas de final.Classificaram-se para disputar o título e os milhões de reais da premiação, Athletico-PR, Corinthians, América, Grêmio, Bahia, Palmeiras, São Paulo e Flamengo, que agora aguardam o sorteio da CBF para definição dos confrontos.
Infelizmente, Atlético e Cruzeiro, os dois gigantes do futebol aqui nos nossos grotões, ficaram no meio do caminho, mas o América sobreviveu ao eliminar o Colorado gaúcho dentro do lotado Beira Rio.
A derrota e a eliminação do Cruzeiro pelo Grêmio foram sentidas, mas, ao mesmo tempo, bem digerida pela torcida azul que entende o momento de recuperação pelo qual passa o clube, além de ter visto o time comandado pelo técnico Pepa competir e lutar até o fim, numa disputa equilibrada contra um adversário que investiu muito mais na formação da sua equipe.
Grande decepção
A eliminação do Galo foi uma grande decepção para a torcida alvinegra, que estava confiante na classificação não só pela boa fase da equipe, vindo de cinco vitórias consecutivas, mas por conta da vantagem significativa de poder perder até por um gol de diferença.
Para surpresa geral, o técnico Eduardo Coudet decidiu mandar a campo um time com cinco mudanças, além de deixar o principal atleta da equipe, Hulk, sentado no banco de reservas.
Deu no que deu. Coudet, o maluco da quarta-feira à noite, foi o grande responsável pela eliminação do Galo, pois não havia sentido poupar jogadores no jogo decisivo, na casa do Corinthians, onde o time paulista é muito forte devido ao apoio da sua torcida.
Por mais que seja um clássico cercado de muita rivalidade, Coudet poderia ter deixado para poupar seus principais jogadores no jogo de ontem, disputado em Uberlândia, contra o Cruzeiro, mas nunca, em hipótese alguma, poupar na Copa do Brasil e jogando em Itaquera.
FIM DE PAPO
Por falar em treinador maluco, inconsequente, o comandante palmeirense Abel Ferreira, mais uma vez, provou ser um indisciplinado incorrigível, além de mal educado. Foi expulso pela oitava vez desde que chegou ao clube, mais uma vez por atazanar a vida da arbitragem, que teve um bom desempenho. É claro que do pênalti absurdo dado para o time dele, na partida de ida em São Paulo, ele não fala absolutamente nada.
Desta vez, as arbitragens de campo e de vídeo, de uma forma geral, passaram batido sem reclamações em relação a erros, como tem sido visto no Campeonato Brasileiro. Várias torcidas, como as de Cruzeiro, Fortaleza e Botafogo, apesar de verem suas equipes eliminadas, aplaudiram seus times. Os torcedores estão de parabéns por lotarem os estádios. Eles suportaram as eliminações, mas entenderam que os jogadores lutaram e honraram os clubes que defendem.
O protagonista e dono da noite de quarta-feira na Copa do Brasil foi o técnico do Corinthians, Vanderlei Luxemburgo, que de muito criticado, considerado ultrapassado por uma boa parte da crônica, agora está sendo endeusado. Luxa mostrou sua competência e experiência nesse confronto vitorioso para o Corinthians diante do Galo. Fez a leitura correta dos momentos vividos pelo seu clube e pelo adversário, montou um esquema vitorioso ancorado no veterano Renato Augusto, escalado surpreendentemente desde o início e peça fundamental para a vitória. Ao contrário do complicado Coudet, Luxemburgo fez o simples, tomou boas decisões que contribuíram decisivamente para o Corinthians conseguir a improvável classificação. (Fecha o pano!)
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