30 de maio, de 2023 | 06:00

Grandes jogos

Fernando Rocha

A 8ª rodada do Campeonato Brasileiro teve os times mineiros em campo, com destaque para o empate de 1 x 1 do Cruzeiro, no Maracanã, diante do milionário Flamengo; mesmo placar do jogão entre Atlético e Palmeiras, disputado no Mineirão.

O time celeste, comandado pelo técnico Pepa, se reabilitou totalmente da derrota inesperada para o Cuiabá e competiu de igual para igual contra um adversário superior tecnicamente.

Poderia ter saído vencedor na partida, mas, de qualquer forma, o empate dá moral ao time para o confronto decisivo desta quarta-feira contra o Grêmio, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

Grande jogo no Mineirão, considerando a força dos elencos de Atlético e Palmeiras, com o placar de 1 x 1 sendo justo para as duas equipes.

O jogo foi mito bom, e o time do Galo, com exceção de alguns vacilos da zaga pouco confiável de Natan/Jemerson, esteve também numa ótima noite, até poderia ter vencido contra um adversário de alto nível.

Dupla personalidade
Não há dúvida que o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, é o melhor na sua profissão no futebol brasileiro, mas também o mais chato, marrento, indisciplinado e irresponsável.

Após o jogo do último domingo, na chamada zona mista, local onde a imprensa é liberada para trabalhar, o português Abel Ferreira apareceu com uma camisa do Palmeiras e tentou entregá-la ao quarto árbitro, o mineiro Ronei Candido, que não aceitou o seu “presente”.

Quando percebeu que estava sendo filmado pelo repórter do Globo Esporte, Pedro Spinelli, o técnico Abel tomou o celular das mãos do jornalista e apagou o vídeo. Só devolveu o aparelho devido à intervenção de um segurança.

Mas, não parou aí, pois ao perceber que outro repórter havia filmado tudo disparou uma babaquice muito maior do que seu gesto tresloucado.

Abel Ferreira disse ao repórter: - A culpa do futebol brasileiro estar assim é por causa de vocês!
Então, sr. Abel Ferreira, o futebol brasileiro está ruim não por causa da imprensa, mas por conta dos nossos dirigentes, que são incompetentes para administrar os clubes e as competições que promovem.

Há culpa, sim, da situação chegar onde chegou, mas ela é, sobretudo, dos jogadores desonestos que se corromperam no esquema de manipulação das apostas.

Agora, se o futebol brasileiro está “on” para alguém, neste momento, este é o sr. Abel Ferreira, que nunca teve sucesso em outro lugar a não ser no Palmeiras, ao ponto de estar sendo pretendido pelo clube mais rico do mundo, o PSG da França, de Messi, Neymar e Mbappe.

FIM DE PAPO

A coluna foi escrita de Belo Horizonte onde estive no domingo para acompanhar o jogo entre Atlético x Palmeiras. Conversei com vários colegas da capital e também funcionários que cuidam do gramado do Mineirão, que melhorou um pouco mas continua muito ruim e merecedor das críticas dos jogadores.

Lembrei-me de uma longa conversa que tive com o saudoso jornalista Fernando Sasso, um dos grandes presidentes na história da ADEMG, autarquia que administrou o Mineirão antes do estádio passar à iniciativa privada. Foi em 1997, logo após assumir a administração do Ipatingão, a convite do prefeito Chico Ferramenta. O amigo e gente boa Sasso abriu as portas do Mineirão, para que conhecesse a sua estrutura interna e como era feita a operação em dias de jogos.

Fernando Sasso tinha o seu estilo bonachão, sempre gentil e educado. Deu-me muitos conselhos e dicas importantes. Uma delas foi em relação ao gramado e procurei seguir à risca, durante todo o meu período à frente do Ipatingão: - O torcedor, a imprensa e os jogadores toleram tudo, mas não admitem que o gramado esteja ruim, então mantenha-o sempre impecável, disse-me Fernando Sasso.

A crise atual do gramado do Mineirão ocorre por uma falha no planejamento da Minas Arena, empresa que administra o estádio. Com a expectativa de não ter este ano Atlético e Cruzeiro como clientes principais, a Minas Arena alugou o estádio para shows musicais com a utilização do gramado, em alguns casos para até 50 mil espectadores. Devido ao atraso nas obras do entorno de sua Arena MRV, o Galo teve que adiar a inauguração para o segundo semestre e jogar no Mineirão, enquanto o Cruzeiro fez um acordo para voltar a jogar lá, daí esta agenda de jogos seguidos a shows, uma união que jamais daria certo.

A perspectiva é que o gramado do Mineirão só tenha uma melhora no segundo semestre, depois do período de frio, quando é plantada uma grama de inverno. E também pela diminuição dos shows já agendados. Até lá, não há o que fazer a não ser relaxar e aproveitar. Gramado ruim não é, atualmente, privilégio só do Mineirão. Na Série A ou B, tem piso ruim para todo lado. (Fecha o pano)
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