Casal é investigado por golpe milionário em idoso agropecuarista da região

Polícia Civil de Rio Casca cumpre mandados, obtém arresto de fazenda no Maranhão e bloqueio de 11 milhões em ativos de fraudadores

02/05/2023 às 17:41
Divulgação
Operação da Polícia Civil coloca na mira casal acusado de dar golpe em um idoso em uma empresa agropecuária

A Delegacia da Polícia Civil em Rio Casca, na Zona da Mata mineira, cumpriu nesta segunda-feira (1), mandados de busca e apreensão em Conselheiro Pena, com objetivo de arrecadar maiores elementos para subsidiar investigação que apura fraude praticada por um homem e uma mulher contra o sócio deles em uma empresa agropecuária cuja administração está em Rio Casca. A vítima do golpe é um idoso de 75 anos.

Sexta-feira (28/4) após representação do Delegado responsável pelo caso, Carlos Roberto Souza da Silva, a justiça bloqueou ativos até o valor de R$ 11 milhões do casal investigado, além do arresto de uma fazenda de criação de gado no interior do Estado do Maranhão.

Histórico

Em 2019 o casal investigado, então residente em Governador Valadares, e a vítima constituíram uma sociedade, adquirindo uma Fazenda no estado do Maranhão.

“A administração da sociedade deveria ser conjunta entre vítima e a sócia investigada, porém no ano de 2021, mediante fraude, o casal investigado obteve um certificado digital em nome da vítima, alterando então o contrato social da agropecuária, passando a investigada deter amplos poderes. Com poderes totais para gerir o negócio, o casal passou a contrair empréstimos com valores de 11, 4, e 2 milhões sucessivamente, dando em garantia a fazenda”, detalha nota divulgada pelo 12º Departamento de Polícia Civil em Ipatinga.

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Casal é acusado de transferir fraudulentamente mais de 2.700 cabeças de gado registradas em nome da vítima

“Em 2022, estando a fazenda em inventário após a morte da esposa da vítima, o casal investigado alterou o contrato social retirando dos quadros a vítima, detentora de 50% das cotas, sem qualquer contraprestação, além de transferirem fraudulentamente mais de 2.700 cabeças de gado registradas em nome da vítima. Os animais agora estão em nome da mulher investigada”, acrescenta a nota.

A decisão judicial também afastou o casal suspeito de fraudes da administração da Fazenda e colocou a vítima na gestão. A Polícia Civil agora continua as investigações no sentido de apurar se há outras pessoas envolvidas na fraude, seja em Minas Gerais ou no Maranhão.
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