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11 de abril, de 2023 | 06:00

Festa completa

Fernando Rocha

Cerca de 60 mil torcedores presentes - exatos 55.989 pagantes - no Mineirão, vibraram e comemoraram muito o tetra do Galo, para variar com dois gols de Hulk, o primeiro de pênalti, bem marcado pelo VAR e confirmado pelo árbitro paulista Flávio Rodrigues de Souza, aos 26 minutos do primeiro tempo; o segundo, aos 25 minutos da etapa final, completando um passe de Zaracho.

Everson ainda defendeu um pênalti cobrado por Wellington Paulista, que fez toda aquela sua resenha tradicional na batida, mas o goleirão foi cirúrgico e defendeu para tornar a festa alvinegra completa.

Resumo da ópera: o América teve que se abrir, pois precisava vencer por dois gols de diferença; no começo, o Atlético foi cuidadoso, baixou as linhas, o time todo correu muito e esteve concentrado, sobretudo, após a expulsão infantil no início do segundo tempo do volante Otávio, por isso mereceu a vitória de 2 x 0.

No final, o técnico Mancine foi expulso por reclamar da arbitragem que veio de fora, pedido feito pelos próprios dirigentes do Coelho. Choro de perdedor.

Fica ou sai?
Sem tempo para muitas comemorações, jogadores do Galo voltam amanhã ao Mineirão para enfrentar o vice-campeão gaúcho, Brasil de Pelotas, pela Copa do Brasil; no próximo sábado já estreia no Brasileirão contra o Vasco da Gama, também no “Gigante da Pampulha”; depois vem a Libertadores.

Mas o que ficou no ar, após a conquista do título estadual, algo que até o fechamento desta coluna não havia resposta, se trata a permanência ou não do técnico Eduardo Coudet, por conta da sua explosiva entrevista depois da derrota para o Libertad, na última quinta-feira, pela fase de grupos da Copa Libertadores.

Nenhum dirigente do Atlético cravou ou deu entender que o treinador irá ficar no cargo, mesmo tendo conquistado o titulo do Mineiro.

Para piorar, Coudet não foi à festa de comemoração dos jogadores, familiares e diretoria, que se reuniram em uma churrascaria da capital após a conquista, na noite de domingo.

Uma multa contratual no valor aproximado de R$ 30 milhões seria o maior entrave para a sua saída. Nas redes sociais, os atleticanos estão divididas, mas o nome de Dorival Junior segue muito forte para ocupar o cargo de técnico do Galo, caso o argentino seja demitido.

FIM DE PAPO

Eduardo Coudet, de 48 anos, trata-se de um bom treinador, mas acumula conflitos com dirigentes por onde passou até agora em sua precoce carreira. Ao surpreender a todos com críticas contundentes ao planejamento da diretoria para esta temporada, além de desancar os “4 erres” do Galo, Coudet arranjou uma encrenca maior do que imaginava. Além disso, o time sob seu comando não está rendendo o que pode entregar, algo que ele próprio reconhece.

Este tetra estadual (2020/21/22/23) se tornou o terceiro na história de 115 anos do Clube Atlético Mineiro. O último aconteceu em 1981, quando o Galo de Reinaldo, Cerezo, Éder e Luizinho caminhava para o hexa, que veio em 1983. Este atual, como os demais, foi conquistado com todos os méritos, apesar do futebol apresentado pelo time sob o comando do técnico Eduardo Coudet ainda não ter empolgado a torcida.

O Atlético terminou a competição estadual deste ano com a melhor campanha em todos os quesitos. Foi a equipe que mais venceu (nove jogos), menos perdeu (um), mais balançou as redes (21 gols) e menos foi vazada (oito). De quebra, também, teve o artilheiro do Mineiro pelo segundo ano seguido: Hulk, com 11 gols. A competição ainda serviu para rodar todo o elenco e revelar para a torcida e a imprensa um grande zagueiro, o uruguaio Lemos, que não era conhecido no futebol brasileiro.

O domingo de Páscoa foi marcado, também, pelas decisões de estaduais pelo país afora. No Rio de Janeiro, o Fluminense de Fernando Diniz deu um “chocolate” de 4 x 1 no poderoso Flamengo e se sagrou campeão; em São Paulo, o Palmeiras do português Abel Ferreira confirmou o favoritismo e levantou a taça, ao golear o pequeno Agua Santa por 4 x 0. Mas nada se compara ao feito do ex-meia atleticano, Natan “Pescador”, que nos últimos 12 meses, praticamente, não entrou em campo, defendendo Fluminense e Galo. Agora, lampeiro e pimpão, vai vestir (?) a gloriosa camisa do hexacampeão gaúcho, Grêmio, com salário de R$ 500 mil mensais. Mestre Telê Santana um dia disse e permanece atual: “O futebol brasileiro não é para gente séria”. (Fecha o pano!)
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