Wôlmer Ezequiel/Arquivo DA
O ex-prefeito de Ipatinga, Chico Ferramenta, tem 64 anos e está hospitalizado em estado grave
O ex-prefeito de Ipatinga, Chico Ferramenta, permanece hospitalizado e seu quadro de saúde inspira cuidados, intubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal Eliane Martins (HMEM). É isso o que mostra o último boletim médico divulgado pela equipe que acompanha o ex-prefeito. A íntegra da nota é a seguinte:
O senhor Francisco Carlos Delfino, Chico Ferramenta, de 64 anos, encontra-se internado nesta unidade, sob monitorização intensiva. Hoje (27/3) apresentou piora súbita do quadro clínico, necessitando de aumentar suporte terapêutico. No momento, encontra-se em ventilação mecânica (intubado) invasiva, sedação plena e suporte hemodinamico, sem expectativa de alta hospitalar.
Conforme apurado pela reportagem, na noite de segunda-feira Chico teve uma parada cardíaca,
quando foi intubado. Na tarde desta terça-feira espera-se a atualização do boletim médico.
Conforme noticiado pelo Diário do Aço, no dia 24 de março,
Chico Ferramenta foi levado para a unidade hospitalar no fim da semana anterior, para dar continuidade ao tratamento de uma pneumonia. Havia previsão de melhora no quadro de saúde de Chico, o que não se confirmou.
Dia 23 de março, a vereadora Cecília Ferramenta (PT), admitiu em entrevista ao jornal que o quadro de saúde do marido ainda era considerado grave.
Cecília também explicou à reportagem que desde o dia 14 de março Chico era medicado em casa, com a visita de um médico e de enfermeiros. “A gente tentava ver se tratava a pneumonia em casa, porque como ele é um acamado e já está bem debilitado, a gente evita um pouco essa questão de hospital”, explicou. Apesar dos cuidados na residência, foi constatada a necessidade da internação. “Quando viu que não estava dando aquele resultado que a gente precisava, o médico que estava atendendo ele achou melhor a gente conduzi-lo para o hospital”, detalhou.
Hospital Municipal A estranheza de alguns, ao lerem na notícia do fim de semana que o ex-prefeito foi levado para um hospital público foi apresentada à Cecília, que esclareceu o motivo de o marido ter sido internado no Hospital Municipal Eliane Martins (HMEM).
“Me causa estranheza as pessoas estranharem, porque a vida inteira nós lutamos e trabalhamos pela política pública. O Chico trabalhou desde o início do mandato dele, em 1989, com a preocupação de implantar uma política de saúde justa, onde todas as pessoas pudessem ter acesso. Então nós confiamos e acreditamos na saúde pública, eu acredito no Sistema Único de Saúde (SUS)”.
A vereadora fez questão de esclarecer que Chico sempre teve plano de saúde, mas que justamente neste momento em que precisou de atendimento, ela havia realizado a transição para outra operadora (chamado prazo de carência).
“E nessa transição ficou um espaço de 30 dias (carência), que vai vencer no dia 1º, data que ele vai ter acesso”. De acordo com Cecília, como o atendimento que Chico precisava era de urgência/emergência, a família poderia ter o levado para o Hospital Márcio Cunha, mas a unidade estava mais cheia. “Entre correr o risco de deixar o Chico numa intermediária ou aguardando uma possibilidade de UTI, eu não pestanejei, fui para o Municipal com toda confiança e com todo o carinho”, contou a vereadora.
Carreira política
Chico Ferramenta surigiu como político no começo dos anos 1980, nascido do movimento sindical dos metalúrgicos de Ipatinga. Ele trabalhava na Usiminas e liderou movimentos que reivindicavam melhores salários e condições de trabalho.
Depois foi o deputado estadual mais votado de Minas Gerais em 1986, pelo Partido dos Trabalhadores. Em seguida foi prefeito de Ipatinga por três mandatos: de 1989 a 1992, de 1997 a 2000 e de 2001 a 2004. Foi também deputado federal mineiro em 1995-1996.
Chico Ferramenta chegou a ser eleito para mais um quatro mandado de prefeito, em 2008, quando derrotou o então candidato à reeleição, Sebastião Quintão (PMDB). Entretanto, o petista, teve a candidatura indeferida e não pôde tomar posse no cargo.
Naquela ocasião, a Justiça Eleitoral determinou a posse do segundo colocado, Sebastião Quintão, que também foi cassado, por abuso do poder político e abuso do poder econômico, abrindo espaço para que o então presidente da Câmara, Robson Gomes, assumisse o cargo, para o qual foi eleito depois em eleição extemporânea.