15 de março, de 2023 | 18:45

Acusado de homicídio no bairro Vila Celeste é considerado culpado

Crime foi julgado antes mesmo de completar um ano

Wellington Fred/Arquivo DA
O assassinato foi praticado na rua Gaturamo, teve como vítima um jovem de 22 anos e o assassino, de 21 anos, foi condenado nesta quarta-feira a cumprir 16 anos e 4 meses de reclusãoO assassinato foi praticado na rua Gaturamo, teve como vítima um jovem de 22 anos e o assassino, de 21 anos, foi condenado nesta quarta-feira a cumprir 16 anos e 4 meses de reclusão
Em menos de um ano, um assassinato praticado em Ipatinga é julgado e o responsável tem a culpa reconhecida pelo Júri Popular. Levando a julgamento nesta quarta-feira (15), Diogo Ferreira de Souza Alves, de 21 anos, foi considerado culpado pela morte de Márcio Junio Azevedo Costa, de 22 anos, ocorrida na noite de 27 de abril de 2022, na rua Gaturamo, alto do bairro Vila Celeste, em Ipatinga. O fato foi divulgado na época pelo jornal Diário do Aço.

Diogo foi condenado nos termos da denúncia oferecida pelo promotor de Justiça, Jonas Junio Linhares Costa Monteiro: Homicídio consumado triplamente qualificado, com motivo torpe, meio que gera perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. Com isso, foi sentenciado a cumprir pena de 16 anos e 4 meses de reclusão no regime fechado. O réu, que está recolhido ao Sistema Prisional desde a época do crime, permanecerá preso.

Consta no processo que na noite de 27 de abril de 2022, Diogo matou a tiros Márcio Junio Azevedo Costa. Márcio conduzia uma motocicleta Honda CB300, levando um amigo na garupa, quando foi interpelado por Diogo.

Ao parar a motocicleta, Diogo aproximou-se e disse que iria lhe pagar uma dívida referente à compra de entorpecentes. Entretanto, em vez de entregar o dinheiro, sacou uma arma e indagou se Márcio tinha efetuado tiros contra outro indivíduo. Percebendo o perigo, o condutor abandonou a moto e tentou fugir da morte, mas foi alvejado e caiu. Consta no relatório que o assassino foi até a vítima caída e disparou contra a cabeça dela um último tiro.

“O crime foi praticado por motivo torpe, uma vez que o denunciado agiu impelido por desavenças ligadas ao tráfico de drogas, em um cenário de guerra de gangues e disputa pelo monopólio da traficância na localidade”, detalhou o promotor Jonas Monteiro, cuja denúncia foi acatada pelo Juízo da Vara de Execuções Penais e Tribunal do Júri da Comarca de Ipatinga.

O acusado do crime foi preso dias depois do homicidio, conforme noticiado à época. Com o resultado do julgamento, permanecerá encarcerado ainda que a defesa decida recorrer da sentença de primeira instância.
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Comentários

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E o Porquê?

16 de março, 2023 | 12:32

“Se tivesse matado o filho de um juíz ou promotor será que o quantum da pena seria o mesmo?
Será que seria o máximo?”

Oliveira

16 de março, 2023 | 07:56

“Engraçado o cara mata faz os diabos a quatro , e só pega isso de cadeia essa condenação aí é um tapa na cara da família da vítima pq a cadeia desse cara tinha que ser para mais de 25”

Tinho Mortadela

14 de março, 2023 | 22:16

“O país vira ruína se afundando na vala onde a justiça é feita pelo calibre da bala.”

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