10 de março, de 2023 | 15:20
CBF regulamenta futebol misto no país
Ricardo Duarte - CBF
Há poucas meninas em competições amadoras em nível regional nas primeiras categorias de iniciação, por isso muitas delas entram em times masculinos
Há poucas meninas em competições amadoras em nível regional nas primeiras categorias de iniciação, por isso muitas delas entram em times masculinos A partir desta semana, quando foi celebrado o Dia Internacional da Mulher, as competições amadoras podem ser mistas no Brasil. Isto significa que as atletas poderão fazer parte de equipes masculinas e que equipes exclusivamente femininas poderão participar de competições masculinas, a critério de cada entidade organizadora. A nova regra poderá ser aplicada em todas as categorias, da iniciação esportiva ao futebol amador adulto, informou a CBF.
Com esta mudança, pretendemos democratizar e massificar a prática do futebol pelas atletas, removendo barreiras para o surgimento e o desenvolvimento de novos talentos. A CBF tem investido muito nas Seleções e nas competições femininas de alto rendimento, que contam hoje com um calendário de competições nacionais a partir da categoria Sub-17. O topo da pirâmide está relativamente bem estruturado, mas assentado sobre uma base frágil”, afirmou o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, que assinou a regulamentação nesta quarta-feira (8), por meio de uma Resolução da Presidência.
É importante destacar que o futebol misto trabalha com a massificação e a inclusão. Faltam equipes e, sobretudo, competições amadoras em nível local e regional nas primeiras categorias de iniciação e formação desportiva, como a Sub-10, Sub-12, Sub-14. Acredito firmemente que a regulamentação do futebol misto ajudará a corrigir este problema, incentivando a participação de milhares de jogadoras em equipes e competições mistas. Com o tempo, o aumento no número de atletas registradas também poderá levar à criação de equipes e competições exclusivamente femininas nas categorias mais jovens”, acrescentou o dirigente.
Destaca-se, no entanto, que o futebol feminino permanece exclusivo às atletas femininas, e que a organização de equipes e de competições femininas, de forma dedicada, continuará a ser incentivada pela CBF e pelas federações filiadas.
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