09 de fevereiro, de 2023 | 07:40

Parte do comércio varejista mineiro está mais esperançoso neste 1º semestre

Stéphanie Lisboa
''A empresa ainda não está confiante. Temos que aguardar mais alguns meses'', explicou Caetano ''A empresa ainda não está confiante. Temos que aguardar mais alguns meses'', explicou Caetano

(Stéphanie Lisboa - Repórter do Diário do Aço)
Novo ano, novas metas. Quem nunca ouviu essa expressão? Esse é o lema de alguns brasileiros com a chegada de um novo ano. E é assim também para os comerciantes, que almejam anualmente alcançar melhores resultados. Em Minas Gerais, uma parte dos empresários do comércio demonstra certo otimismo e confiança com o 1º semestre de vendas de 2023, é o que revelou um estudo feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG).

A pesquisa de Expectativa de Vendas, realizada pela área de Estudos Econômicos da Federação, mostrou que 42,1% das empresas do comércio varejista do estado acreditam que o 1º semestre será melhor que o segundo semestre de 2022. Por outro lado, 44,1% dos lojistas que participaram da pesquisa responderam que não e 13,9% preferiram não opinar.

Otimismo e esperança
Para os comerciantes que estão confiantes, a expectativa para vendas melhores no 1º semestre é motivada, principalmente, pelo otimismo e esperança (52,8%) e pela percepção de aquecimento do comércio (14,2%). Entre os segmentos com melhores expectativas, estão: livros, jornais, revistas e papelaria (80,0%); joias, óticas e artigos recreativos (62,5%); informática, telefonia e comunicação (60,0%).

Em Ipatinga, Claudineia Alves de Oliveira, proprietária da Papelaria Papel & Art´s, localizada no bairro Bethânia e no Shopping Vale do Aço, faz parte do grupo de empresários que está confiante em 2023. “Estamos otimistas, ano passado tínhamos reflexo da pandemia ainda, situação política muito confusa e incerta, o consumidor fica retraído”, explicou.
Divulgação
''2022 foi um ano desafiador'', avaliou a proprietária de uma papelaria em Ipatinga''2022 foi um ano desafiador'', avaliou a proprietária de uma papelaria em Ipatinga

A lojista acredita que esse fluxo de crescimento nas vendas tende a se perpetuar. “Esperamos que as vendas continuem na crescente. Achamos que a situação política agora, embora com alguns pontos negativos, que o consumidor já tem um norte, mesmo assim acreditamos no crescimento das vendas no nosso setor, com a volta das aulas”, afirmou.

Aguardar mais um pouco
Na Óticas Visão, que tem duas unidades no Centro de Ipatinga, o técnico óptico Caetano Vieira Campos relatou que para 2023 a empresa ainda não está tão confiante. “Temos que aguardar mais alguns meses”, disse. Caetano acredita que o cenário político ainda pode refletir na decisão dos consumidores. “Diante de todo cenário político que vivemos nos últimos meses, inspira-se cuidados e pés no chão. Acredito que possa existir evolução, porém ela acontecerá com grande esforço dos empreendedores. Esperamos que este ano continue com a sinergia melhor ainda, mas temos que ser realistas e aguardar”, explicou.

A pesquisa da Fecomércio mostra essa preocupação por parte dos lojistas. Foram listados os fatores mais comentados pelos empresários que podem dificultar as vendas nos primeiros seis meses do ano: momento político (45,3%), preço alto dos produtos (18,4%), endividamento do consumidor (13,1%) e momento econômico do país (10,8%).

Ações
De acordo com a pesquisa, para melhorar as vendas durante os seis primeiros meses do ano, 27,2% dos empresários prometem realizar promoções, 26% vão investir em divulgações/propaganda e 4,7% vão apostar no atendimento diferenciado. Na papelaria, Claudineia já sabe quais medidas adotar para conquistar cada vez mais os clientes. “Buscamos uma mão de obra mais preparada, estamos sempre atentos às novidades, melhorando o ‘mix’ de mercadoria”, citou.

Caetano deposita “algumas fichas” na divulgação pelas mídias sociais. “Hoje o marketing digital, com as redes sociais, é um forte aliado para um upgrade nas vendas. Outro fator importante para tentar melhorar as vendas é o atendimento a domicílio e o investimento em treinamento e profissionalização das equipes, buscando inovação e tecnologia”, detalhou.

2022
O estudo da Fecomércio mostrou também o quanto os últimos seis meses de 2022 foram positivos para os comerciantes. Segundo a pesquisa, 41,6% das empresas entrevistadas viram seu volume de vendas melhorar no 2º semestre de 2022 em relação ao mesmo período do ano de 2021. Se comparado ao 1º semestre do ano, 33% registraram aumento nas vendas.
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