29 de janeiro, de 2023 | 20:50

Família de cabeleireiro que ficou paraplégico em assalto praticado por brasileiros na Filadelfia pede socorro

Reprodução de vídeo
Viviane, mãe de duas crianças, prestes a ganhar o terceiro filho e o marido, Matheus, paraplégico por causa de assalto praticado por brasileiros na FiladélfiaViviane, mãe de duas crianças, prestes a ganhar o terceiro filho e o marido, Matheus, paraplégico por causa de assalto praticado por brasileiros na Filadélfia

A família do cabeleireiro brasileiro Webert Matheus de 27 anos, iniciou na internet uma campanha para arrecadação de ajuda. Webert está paraplégico, sobre uma maca, depois de ser alvejado a tiros no salão de cabeleireiro em que trabalhava na Filadelfia, estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

Em mensagem publicada em um vídeo nas mídias sociais e grupos de brasileiros no exterior, com imagens fortes de Matheus hospitalizado, a esposa Viviane relata o seu drama: “Atualmente moro nos EUA, tenho dois filhos e estou prestes a ganhar o meu terceiro filho, que nasce dia 5 de fevereiro. Há quatro meses minha vida mudou completamente. Meu marido, ao sair do trabalho, sofreu um assalto e tentativa de assassinato. Levou um tiro no pescoço e foi internado em estado grave. Até hoje ele se encontra internado sem previsão de saída”, detalha.

Viviane acrescenta que mora de favor, porém vai precisar sair da casa em que está com os filhos. “Não tenho para onde ir. Estou sem condições de alugar uma casa para morar com meus filhos e tenho muitos gastos com minha ida ao hospital para ficar com meu marido. Então, estou vindo aqui para pedir ajuda, quem puder ajudar de qualquer forma ficarei muito grata”, afirma na mensagem. O link para a doação é o gofund.me/b9f04368. Até a noite deste domingo a arrecadação passava de 24 mil dólares.

Vítima de roubo

O drama vivido por Viviane, os dois filhos e o marido já é conhecido de muitos brasileiros. Webert Matheus foi vítima de três compatriotas, na noite de primeiro de outubro de 2022. Um dos assaltantes atirou no cabeleireiro. Outro assaltante não gostou da situação e foi tomar a arma do comparsa.
Reprodução
No roubo, Anderson Almeida, 18 anos morreu com tiro disparado por comparsa No roubo, Anderson Almeida, 18 anos morreu com tiro disparado por comparsa

Nisso, um dos brasileiros que assaltava, identificado como Anderson Almeida, de 18 anos, acabou morto atingido por um tiro. O cabeleireiro Webert Matheus de 27 anos, também foi atingido e ficou paraplégico. Já Bruno Menezes de Freitas, de 19 anos, que é de Ipaba e antes de mudar-se para os EUA morou em Ipatinga, foi preso e nega que tenha dado qualquer tiro. O jovem morava nos EUA havia três anos. Anderson, o que morreu, já tinha sido preso duas vezes por roubo e porte ilegal de arma de fogo.

Já publicado:
Ipatinguense preso pela Interpol no Panamá é transferido para segurança máxima e aguarda extradição para o Brasil

Prisão perpétua

Preso pela Interpol no Aeroporto Internacional do Panamá em 21 de dezembro de 2022, quando fazia a conexão de um voo que partiu do México para o Brasil, Bruno Menezes se encontra atualmente em um presídio de segurança máxima no Panamá.

O pedido de extradição já foi feito pela Justiça estadunidense às autoridades panamenhas, mas esbarra em um imbróglio jurídico internacional.
Reprodução
Bruno Menezes, 19 anos, nega que tenha dado qualquer tiro; ele nasceu em Ipaba e morou em Ipatinga, há três anos mudou-se para os EUABruno Menezes, 19 anos, nega que tenha dado qualquer tiro; ele nasceu em Ipaba e morou em Ipatinga, há três anos mudou-se para os EUA

A esperança da família é que ele seja extraditado para cumprir a pena no Brasil, conforme já noticiado pelo Diário Aço. Advogados ipatinguenses, Ignácio de Barros e Bernardo Simões Coelho atuam para a extradição do jovem para o Brasil, onde cumpriria a pena pela morte do compatriota em solo estrangeiro.

A extradição de Bruno Menezes, do Panamá para os Estados Unidos, esbarra no fato de a aplicação da pena de prisão perpétua a condenados extraditados ferir a Convenção Interamericana sobre Extradição da Organização dos Estados Americanos (OEA).

O acordo prevê que a extradição não deve ser concedida quando o crime for punido no país requerente com a pena de morte ou de prisão perpétua. Há ainda um tratado bilateral entre EUA e Panamá que veda a extradição de indivíduos sujeitos no país requerente a penas proibidas na nação de origem.

Não existe prisão perpétua no Panamá e, caso o país decida atender ao pedido dos Estados Unidos, o ipatinguense será enviado de volta aos EUA para cumprir pena de no máximo 30 anos. Veja o vídeo com o pedido de ajuda:


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Comentários

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Afonso Carvalho

30 de janeiro, 2023 | 18:59

“Oportunidade de mudar de vida (sonho de muitos).
Mas a erva daninha, mente criminosa, delinquente faz uma crueldade dessa.
Povo brasileiro que não tem coragem e vontade de trabalhar, não vá para o estrangeiro,pois fazem isso e todos pagamos o preço”

Malvadeza

30 de janeiro, 2023 | 10:22

“A justiça devia fazer ele arcar com as despesas da família, mais lá nos EUA porque aqui no Brasil assim que desembarcar já será liberado.”

Curto e Franco

30 de janeiro, 2023 | 07:35

“Esses 2 noiados pensarao que drogas no eua davao em arvores e nao precisavao trabalhar pra comprar , agora fica uma familha destruida , muito revoltante .”

Daniel

30 de janeiro, 2023 | 07:12

“Esses vermes deveriam pegar pena de morte!”

Bom

29 de janeiro, 2023 | 23:23

“PRISÃO PERPÉTUA OU PENA DE MORTE, ESTÃO ACHANDO QUE PODE TUDO IGUAL NO BRASIL????”

Leandro

29 de janeiro, 2023 | 21:57

“Tinha de ser pena de.morte.para esse infeliz, acabou com a vida de uma família inteira, agora quer voltar para o Brasil, porque sabe que será liberado em pouco tempo. Viviane e Webert foram colocados em prisão perpétua por esses bandidos. Perpétua é pouco para os bandidos.”

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