23 de janeiro, de 2023 | 17:25

Pré-carnaval já começou e exige cuidados em relação à rede elétrica

André Fossati/Belotur
Cuidado com fiações, postes e serpentinas metálicas são algumas das dicas dadas por profissional da CemigCuidado com fiações, postes e serpentinas metálicas são algumas das dicas dadas por profissional da Cemig

Com a aproximação do carnaval, agora totalmente liberado pelas autoridades sanitárias após dois anos de restrições devido à pandemia de covid 19, muitas cidades já retomam os eventos que antecipam a festa de fevereiro. Assim, a Cemig alerta para os cuidados durante a realização de eventos.

O gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da Cemig, João José Magalhães Soares, destaca que os responsáveis por planejar os eventos de carnaval devem ficar atentos aos riscos de choque elétrico. “Um exemplo muito comum é quando materiais metálicos são arremessados ou entram em contato com a rede elétrica. Eles podem causar curto-circuito e até mesmo rompimentos de cabos da rede de distribuição da Cemig. Isso pode causar situações perigosas, como fios energizados e incêndios, com risco de ferimentos graves e até fatalidades”, explica o especialista da Cemig.

Outra recomendação importante é que as pessoas jamais devem se aproximar de fios no chão. “Caso as pessoas se deparem com um fio partido, elas não podem se aproximar ou tocar no cabeamento e, se possível, não devem permitir que outras pessoas se aproximem também. Nos casos em que condutores rompidos caiam sobre veículos, é muito provável que, ao sair do automóvel, a pessoa sofra um choque elétrico, que pode ser de até 13,8 mil volts, caso seja uma rede de média tensão”, orienta João José Magalhães Soares.

Levantamento de fios
Em anos anteriores, houve registros de blocos carnavalescos de Belo Horizonte que chegaram a contratar “profissionais” para levantar fios da rede elétrica e também de telefonia e TV a cabo para que trios elétricos trafegassem pelas ruas de alguns bairros da capital. Esse procedimento, além de criminoso, é totalmente inadequado e pode causar acidentes graves com a rede elétrica.

“Levantar um fio sem a devida autorização é um erro. E ele pode ser ainda maior se olharmos os problemas que podem acarretar à sociedade. O movimento de levantar fios impacta na tração nominal do poste, pois não sabemos se ele está comprometido. O esforço realizado pode ocasionar sua queda e consequentemente acidentes”, alerta o gerente da companhia.

Um outro ponto é que, para pessoas leigas, nem sempre é possível identificar se o cabo é de energia ou de telecomunicações, além de não ser possível saber se este cabo estaria energizado indevidamente. Por isso, até mesmo os profissionais de telecomunicações são treinados em segurança com energia elétrica para realizar atividades nos circuitos e cabos de telecomunicações", explica o gerente da Cemig.

João José salienta que as redes de telecomunicações ficam afixadas nos mesmos postes e estão posicionadas logo abaixo da rede elétrica.

“Não é permitido ‘suspender’ essas redes de telecomunicação. E, se o veículo de som ou trio elétrico se enroscar nesses fios, há risco de o poste se quebrar ou, ainda, de o fio telefônico se romper e ser projetado contra a rede elétrica, o que provocaria curto-circuito com risco de choque elétrico às pessoas próximas, lembrando que neste período, ao lado do trio elétrico, temos dezenas, centenas e até milhares de pessoas. Uma atitude dessas é uma enorme irresponsabilidade com os foliões ali presentes”, finaliza.

Fios partidos
Em ocorrências com fios partidos, que podem ser ocasionados por chuvas, raios, colisões de veículos e quedas de árvores, entre outras situações, a população deve acionar a Cemig imediatamente.

“Ao encontrar um fio caído ao solo, não se aproxime nem deixe ninguém se aproximar, pois ele pode estar energizado. Nesse caso, a recomendação da Cemig é que a população acione imediatamente a companhia pelo telefone 116 – que funciona 24 horas por dia – e aguarde a chegada dos técnicos no local”, destaca o gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da Cemig.

Em caso de perigo e/ou acidentes, a população também pode acionar gratuitamente o Corpo de Bombeiros, no 193, ou a Polícia Militar, no 190.

Serpentinas metálicas
Há dez anos vigora em Minas Gerais a Lei 20.374, que proíbe a produção, venda e uso do produto de serpentinas metálicas e seus similares. O estabelecimento comercial que descumprir a lei, além de ferir o Código de Defesa do Consumidor, pode sofrer uma multa de R$ 6 mil. Em caso de reincidência, o valor dobra.

Ainda de acordo com João José Magalhães Soares, as serpentinas e confetes comumente contêm metal em sua composição e podem causar curto-circuito quando em contato com a rede elétrica, por isso são itens perigosos e não devem ser utilizados. "Acidentes podem ser provocados por esses artefatos quando arremessados em direção à rede elétrica. Dessa forma, as pessoas não devem atirar, em hipótese alguma, nenhum objeto em direção aos cabos e equipamentos da Cemig, nem mesmo os sprays de espuma, que são condutores de eletricidade”, afirma.
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