17 de dezembro, de 2022 | 10:12

Justiça analisa pedido de bloqueio de contas de ruralista que financiou indígena

Reprodução de vídeo
Pimenta (detalhe) assumiu em vídeo que financiou a ida dos indígenas a Brasília para protesto contra LulaPimenta (detalhe) assumiu em vídeo que financiou a ida dos indígenas a Brasília para protesto contra Lula

O procurador-geral de Justiça do Mato Grosso, José Antônio Borges Pereira, pediu ao ministro Alexandre de Moraes o bloqueio das contas bancárias e quebra de sigilo do produtor rural Maurides Parreira Pimenta, que se identifica na internet como Didi Pimenta.

Ele é suspeito de organizar e financiar manifestações que sucederam o segundo turno da eleição presidencial. Segundo o Ministério Público, circula nas mídias sociais um vídeo em que o agropecuarista relata ter sido procurado pelo pastor indígena Serere Xavante, preso dia 12/12 a pedido da Procuradoria Geral da República.

No vídeo, Didi Pimenta afirma ter auxiliado no transporte de indígenas para o deslocamento a Brasília para participar dos atos antidemocráticos e protestar no dia da diplomação do presidente eleito. O MP também pede a quebra do sigilo bancário para identificar outros organizadores e financiadores dessas manifestações.

Serere Xavante foi detido por suposta prática de condutas ilícitas em “atos antidemocráticos”. Ele faz parte do grupo de indígenas bolsonaristas que pregam contra Moraes, por sua atuação como presidente do TSE, e questiona o resultado das eleições.

Na segunda-feira, depois da prisão Brasília teve cenas de guerra, com cinco carros incendiados, entre eles um ônibus, vidraças estilhaçadas e sinalização de trânsito arrancada. Ninguém foi preso nos atos de vandalismo, o que levou o Ministério Público a abrir procedimento para pedir explicações a respeito da inércia das forças de segurança durantes os ataques.

Prisão de índio pastor é mantida

Na sexta-feira (16) o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, negou um pedido de liberdade para José Acácio Serere Xavante, preso desde dia 12/12. O indígena permanece recolhido ao sistema prisional em Brasília.

Já publicado:
-Cadê a mão forte do Estado contra o terrorismo?
-Ministério Público estabelece prazo para PM do Distrito Federal explicar atuação durante atos de vandalismo
-Manifestantes tentam invadir sede da PF em Brasília para libertar bolsonarista
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Comentários

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Salame

18 de dezembro, 2022 | 17:29

“?, ê, ê, ê, ê, Índio quer apito
Se não der, pau vai comer!
Ê, ê, ê, ê, ê, Índio quer apito
Se não der, pau vai comer!

Lá no bananal mulher de branco
Levou pra pra índio colar esquisito
Índio viu presente mais bonito
Eu não quer colar! Índio quer apito!

Ê, ê, ê, ê, ê, Índio quer apito
Se não der, pau vai comer!
Ê, ê, ê, ê, ê, Índio quer apito
Se não der, pau vai comer!”

Eduardo Aparecido

17 de dezembro, 2022 | 19:16

“?ndio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça" ( Gabriel, o pensador)
É padre de festa junina, é índio traficante, putz! Não salva um que apoia esse governo atual.”

Tá na Hora do Jair, Já Ir Embora.

17 de dezembro, 2022 | 18:34

“Enquanto isso o caminhão da mudança faz o serviço em Brasília. E Bolsonaro entra em depressão. E daí? Não sou psiquiatra...”

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