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18 de dezembro, de 2022 | 09:00

Tatuador e grafiteiro de Ipatinga espalha suas obras pelos muros da cidade e na pele das pessoas

Rodrigo Frami foi premiado, recentemente, pelo trabalho como tatuador em uma convenção realizada em Belo Horizonte

Diário do Aço
Rodrigo Frami ficou em 1º lugar, na categoria tatuagem colorida, no Minas Ink Tattoo Convention, realizado em BH  Rodrigo Frami ficou em 1º lugar, na categoria tatuagem colorida, no Minas Ink Tattoo Convention, realizado em BH
(Stéphanie Lisboa - Repórter do Diário do Aço)

Quem vê Rodrigo Frami, tatuador e grafiteiro, segurando o troféu recebido no Minas Ink Tattoo Convention, pela conquista do primeiro lugar na categoria de tatuagem colorida, numa competição que reuniu diversos tatuadores de Minas Gerais e do país, não imagina que ele viveu uma grande transição de carreira, até entender e se convencer de que poderia viver da arte. Hoje, com 37 anos, ele se dedica integralmente ao trabalho como tatuador e, nas horas vagas, continua espalhando suas obras nos muros de Ipatinga, por meio do grafite.

A arte sempre fez parte da vida de Rodrigo, ele conta que desde criança já apresentava certa aptidão para as manifestações estéticas, como os desenhos. O contato com o grafite veio antes da tatuagem, lá pelos 10 anos de idade. A primeira experiência com a arte na pele humana foi aos 19 anos. “Antes das tatuagens eu fui participando de eventos de pintura, eventos de grafite. Aí depois fui treinando, e a galera sempre dando dica para eu ir para o mundo da tatuagem, e aí acabou que eu migrei, migrei como ‘hobby’, e aí depois virou trabalho e hoje a minha principal atividade é a tatuagem”, contou.

E foi justamente essa carga de experiência e referências trazidas por ele com o grafite que fizeram toda a diferença para que ele se tornasse o tatuador que é hoje. “Isso que fez o diferencial no meu trabalho desde sempre. Porque já fui para tatuagem com uma base bacana de arte”, afirmou. E olha que o profissional não via “liga” nessa junção de tatuagem e grafite. “Eu achava que eram mundos opostos”.
Álbum Pessoal
Este é um entre tantos grafites que estão espalhados por Ipatinga feitos por Rodrigo Este é um entre tantos grafites que estão espalhados por Ipatinga feitos por Rodrigo

Transição
Mesmo sendo apaixonado pela arte, nem sempre o sustento de Rodrigo veio do que realmente amava fazer. Anteriormente ele trabalhou em uma faculdade e chegou a ser soldador. Nessa fase da vida, arte mesmo, só nas horas vagas. Após a transição, ele passou a viver da tatuagem. “Virei soldador, trabalhei durante um período na solda, já tentando imaginar: o que eu fizer aqui vai ser o que vou colocar na tatuagem. Aí a grana que eu consegui nesse trabalho investi na profissão de hoje”, recordou.

Premiação
Todo esse processo de estudo e construção como profissional da tatuagem tem sido reconhecido por meio de premiações. A última delas está “fresquinha”, e foi recebida no dia 11 de dezembro, no Minas Ink Tattoo Convention, em Belo Horizonte. Ele ganhou o 1º lugar na categoria tatuagem colorida. “Um prêmio desse representa tudo isso que eu vivi, as pessoas que me apoiaram, as dificuldades que passei. O reconhecimento é mais importante do que valores, do que ‘grana’. Então é como se fosse um reconhecimento daquilo que venho buscando e batalhando”, definiu.

Álbum pessoal
Esta foi a tatuagem feita por Rodrigo Frami, na última competição, que lhe rendeu o primeiro lugar na categoria de trabalhos coloridosEsta foi a tatuagem feita por Rodrigo Frami, na última competição, que lhe rendeu o primeiro lugar na categoria de trabalhos coloridos
Nesta convenção, o trabalho foi árduo. “Fiz um trabalho grande e com qualidade”. Segundo Frami, todo o processo durou em média 30 horas. Ele começou às 13h de sexta-feira (9/12) e só terminou às 13h de domingo (11/12). “Passei duas madrugadas trabalhando”, declarou orgulhoso. Depois de pronta, as tatuagens passam pela avaliação de artistas, que levam em conta a técnica utilizada, a execução e harmonia. “Você ir lá e ganhar um prêmio, no meio de tantos artistas bons, é muito significativo”, expressou.

Grafite
Nas horas vagas, a atuação como grafiteiro é ativada. “O grafite tomou conta de mim, então não consigo ficar sem pintar. Na hora do meu lazer, sempre estou fazendo grafite. É muito gratificante pintar em lugares que a arte não chega. Tem lugares que não existe arte, não existe grafite, principalmente nos lugares mais carentes da cidade, os pontos mais críticos da cidade”.

E ele se orgulha de poder levar arte por toda a parte, inclusive às regiões mais pobres. “Se eu não trazer a arte até aqui, não vai ter, se eu não estivesse aqui agora, esse muro não estaria pintado”. O sentimento é de realização. “Além de entregar isso para a comunidade, para todo mundo curtir, ter uma coisa bacana na cidade, uma cor a mais na cidade, eu me sinto realizado pela troca de ideias com essas pessoas que frequentam esses lugares”, concluiu.

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Comentários

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Gildázio Garcia Vitor

18 de dezembro, 2022 | 20:56

“Excelente reportagem!
Parabéns ao Artista, pelas Obras nos muros da cidade e nas peles das pessoas e pelo merecidíssimo prêmio; ao Cidadão, consciente das mazelas de nossa cidade; e à Repórter Stéphanie Lisboa e ao Portal Diário do Aço pela reportagem.”

Natal

18 de dezembro, 2022 | 17:27

“Parabéns a esse grafiteiro, Um profissional da mais alta patente. Eu um muro no início da Av. Manaain, fiquei olhando por bastante tempo, e é dese grafiteiro!!! muito bom, bom mesmo, NÃO DESISTA, vá para fora do Brasil que você será reconhecido. Um abraço.”

Rock

18 de dezembro, 2022 | 17:20

“Parabéns Rodrigão, você merece tudo de melhor da vida. Seu talento é simplesmente impecável.
Que Deus abençoe sua vida.”

Alan

18 de dezembro, 2022 | 11:21

“Grande Rodrigo , parabéns pelo título, um cara talentoso e humilde como você merece levar sua arte para o mundo ver e contemplar.”

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