05 de dezembro, de 2022 | 13:53

Fundação São Francisco Xavier e Usiminas participam de pesquisa internacional

Divulgação
Por meio do Núcleo de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (NEPEI), participaram dos testes cerca de 600 funcionários da FSFX e Usiminas  Por meio do Núcleo de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (NEPEI), participaram dos testes cerca de 600 funcionários da FSFX e Usiminas

Foram publicados no Frontiers in Immunology os resultados do estudo realizado simultaneamente em quatro países, Argentina, Brasil, Itália e México, envolvendo quase 2.000 funcionários das empresas do Grupo Techint, com o objetivo de verificar a efetividade da imunização e, portanto, a segurança após a vacinação contra a covid-19, avaliar a eficácia das vacinas aprovadas e estimar a duração dos níveis de anticorpos no sangue.

A peculiaridade do estudo é que foi possível comparar os dados internacionais graças a um protocolo clínico uniforme, com o mesmo momento de aquisição das amostras de sangue e um único teste de diagnóstico para todos os sete tipos de vacinas utilizadas nos diversos países: mRna, DNA, vetor viral e vacinas à base de vírus inativos, em dose única e bidose.

O estudo foi coordenado pelo Humanitas com o Hospital Clínica Nova de Monterrey, no México, e a rede hospitalar da Fundação São Francisco Xavier, no Brasil, informou a assessoria de comunicação da FSFX.

Pesquisa

Por meio do Núcleo de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (NEPEI), participaram dos testes cerca de 600 funcionários da FSFX e Usiminas.

O resultado é uma amostra capaz de comparar diferentes vacinas e a resposta que elas conseguiram ativar diante do desenvolvimento de qualquer evento adverso, antes da chegada da variante ômicron de Sars-CoV-2 (a administração da dose de reforço está fora do escopo do estudo).

“Os dados que surgem nos dizem que todas as vacinas induziram uma resposta de anticorpos, incluindo sputnik e coronavac. A amostra diz respeito ao SARS-CoV-2 até a chegada da variante delta. Como o estudo ainda está em andamento, no futuro também poderemos avaliar a eficácia das diversas vacinas na proteção contra a doença”, explica a professora Maria Rescigno, docente de patologia geral e vice-reitora responsável por pesquisa na Universidade Humanitas, que coordenou o trabalho no qual também participou a Dra. Elena Azzolini, responsável pelo Centro de Vacinação Humanitas.

Os dados coletados também incluíram os eventos adversos relacionados à capacidade das vacinas de induzir uma resposta de anticorpos. Verificou-se que quanto maior a resposta de anticorpos, como nas vacinas moderna e pfizer-biontech, mais efeitos colaterais foram registrados, principalmente febre, dor no braço, dor de cabeça e fadiga. Coronavac e Sputnik, por outro lado, são caracterizadas por terem poucos efeitos colaterais.

Os investigadores dos quatro países utilizaram o mesmo tipo de teste, particularmente sensível, e com um range de avaliação muito amplo, capaz de "não achatar" os dados relativos a limiares elevados de anticorpos no sangue, de modo a poder também comparar respostas com amplitudes diferentes.
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