01 de dezembro, de 2022 | 07:48
Mais de 53 mil pacientes estão em tratamento para HIV/Aids em Minas Gerais
Dia Mundial de Combate à Aids, celebrado nesta quinta-feira (1º), reforça o combate e conscientização sobre a doença
Marcelo Camargo / Agência Brasil
O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue ou por fluido oral
(Stéphanie Lisboa - Repórter do Diário do Aço)
O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue ou por fluido oral A chegada do mês de dezembro traz consigo, em seu 1º dia do mês, um tema de extrema importância do ponto de vista da saúde pública: a Aids. Nessa data é celebrado o Dia Mundial de Combate à Aids ou Dia Mundial de Luta contra a Aids, que tem o objetivo de apoiar as pessoas envolvidas na luta contra o HIV e promover a sensibilização e conscientização da população sobre a doença, que já dura 41 anos sem o desenvolvimento de uma vacina.
Ao contrário do que alguns acreditam, HIV (Human Immunodeficiency Virus) não é um sinônimo de Aids. Sendo assim, ter o vírus HIV não necessariamente significa ter Aids. A Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) explica a diferença: HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da Aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Já a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é o estágio mais avançado da doença causada pelo vírus HIV”.
Diagnóstico
Saber precocemente da infecção pelo HIV aumenta muito a expectativa de vida de uma pessoa que vive com o vírus, por isso a testagem é tão importante. A recomendação é de que o teste seja realizado sempre que o indivíduo tiver passado por uma situação de risco, como ter feito sexo sem camisinha.
Em Minas Gerais, o diagnóstico é realizado através da sorologia anti-HIV e testes rápidos, disponíveis em todas as unidades básicas de saúde ou nos serviços ambulatoriais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os testes rápidos também estão disponíveis nos Serviço de Assistência Especializada (SAE) e Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA).
Para se ter uma ideia, nos últimos cinco anos (de 2018 a novembro de 2022), em todo o estado de Minas Gerais, mais de 22 mil pessoas (22.625) foram diagnosticadas com o vírus HIV. De 2018 para 2022 houve uma diminuição de casos diagnosticados, com redução no ano de 2020: 5.437 (2018), 5.233 (2019), 4.056 (2020), 4.457 (2021) e 3.442 (até 30/11). Segundo a SES, essa queda pode ser atribuída à redução da testagem rápida e da circulação de pessoas nos serviços de saúde em virtude da pandemia de covid-19.
Vale do Aço
Em Ipatinga, 40 usuários foram diagnosticados com a doença em 2021. Neste ano, até a presente data, 71 usuários foram detectados com o vírus. No município de Timóteo também foi constatado um aumento de casos na comparação entre 2021 e 2022. No ano de 2021 foram 5 casos novos e em 2022 foram registrados 12 casos novos, todos no segundo semestre. Em Santana do Paraíso, no ano de 2021, 7 pacientes foram diagnosticados com o vírus HIV e, neste ano, até o dia 30/11, contabilizavam 5 diagnósticos.
Mineiros em tratamento
Em Minas Gerais, de acordo com a SES-MG, 53.503 pacientes estão em tratamento para HIV/Aids em todo o estado. Na Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA), 796 pacientes fazem o acompanhamento em Ipatinga. Em Timóteo, o Centro de Testagem e Acompanhamento e Infecções Sexualmente Transmissíveis (CTA/IST) presta assistência para 220 usuários portadores do vírus HIV. Os pacientes de Santana do Paraíso são atendidos no município de Ipatinga, no Centro de Controle das Doenças Infecto-Parasitárias (CCDIP).
E vale lembrar que, graças ao acompanhamento médico e ao tratamento disponibilizado, os portadores do vírus HIV conseguem viver com qualidade. Basta seguir o tratamento indicado e as recomendações da equipe de saúde”, afirma a SES-MG. No país, todas as pessoas diagnosticadas com HIV recebem tratamento pelo SUS.
Transmissão e prevenção
Os pacientes soropositivos, que têm ou não Aids, podem transmitir o vírus a outras pessoas por meio de relação sexual sem camisinha; por meio do compartilhamento de seringa e agulhas; de mãe para filho, durante a gravidez, parto ou na amamentação e do compartilhamento de instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.
Algumas atitudes de prevenção podem evitar a transmissão do vírus, como: o uso de preservativo (masculino ou feminino) em todas as relações sexuais; o não compartilhamento de agulhas e seringas; atentar-se ao uso de material esterilizado na aplicação de tatuagens e piercings; realizar o pré-natal, com exames regulares, durante a gestação e verificar o uso de materiais esterilizados em clínicas odontológicas, manicures e barbearias.
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