23 de novembro, de 2022 | 14:25

Santana do Paraíso está em médio risco de infestação do Aedes Aegypti

Divulgação
A maioria dos focos do mosquito da dengue foi encontrada nas residências A maioria dos focos do mosquito da dengue foi encontrada nas residências

O último Levantamento Rápido de Índices para o Aedes Aegypti (LIRAa) de 2022, em Santana do Paraíso, mostrou que o município está em médio risco de infestação do mosquito causador da dengue, zica e chikungunya. O resultado apontou dois dados: o Índice Predial (número de imóveis com focos) que ficou em 1,9%; e o Índice de Breteau (número de recipientes com focos) em 2,6%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (23) pela Secretaria de Saúde.

Os bairros com maior índice de imóveis positivos são: Centro, São José, Veraneio, Josefino, São Francisco, Residencial Paraíso (3,5%). O restante apresentou: Industrial, AABB, Residencial Bethânia (1,5%); Águas claras, Bom Pastor, Cidade Verde, Jardim Vitória, Parque Caravelas (1,5 %); Cidade Nova, Parque Veneza, Chácaras do Vale (1,1%).

A maioria dos focos foi encontrada nas residências, tais como: recipiente com água para galinha e cachorro, vasinhos de plantas, baldes esquecidos com água, brinquedo no quintal, calhas, recipientes de desgelo de geladeira, latas, casca de ovo, tampinhas de garrafa, sacolas, etc. O desenvolvimento do mosquito até a forma adulta pode levar um período de 10 dias e vive durante 30 dias. Uma única fêmea produz de 60 a 120 ovos em cada ciclo reprodutivo e pode ter mais de três ciclos durante sua vida. Por isso, a eliminação de criadouros deve ser realizada pelo menos uma vez por semana.

Apoio
Diante dos números, a Secretaria de Saúde pede a colaboração dos moradores em receber os agentes de endemias, que fazem a visita e eliminam os possíveis recipientes que podem acumular água, e faz um apelo para que o munícipe tire em média 10 minutos por dia para averiguar os possíveis focos. “Não adianta os agentes fazerem seu trabalho de remoção e orientarem a população se o morador não fizer seu trabalho que é cuidar de seu quintal”, destacou a supervisora geral de Endemias, Maria Aparecida de Sousa.

Foi realizado também o LIRAa, que é feito em bairros com características rurais e distantes, como: Ipaba do Paraíso que ficou em 2,76% e Chácaras Paraíso com 6,78%. Bom Sucesso e Distrito Industrial não apresentaram positividade para o Aedes aegypt.

Balanços anteriores
Em junho (terceiro LIRAa), o município registrou 1,9% (Índice Predial) e 2,2% (Índice Breteau). Em abril (segundo LIRAa), os índices ficaram maiores (2,3% e 3,2%, respectivamente). E o primeiro levantamento ocorrido em janeiro mostrou 7,1%, o mais alto Índice Predial de infestação do mosquito no ano.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário