Rovena Rosa/Agência Brasil
O Ministério da Saúde destaca que a maneira mais eficaz de evitar ou diminuir as chances de contrair a forma grave da covid é por meio da vacinação
Nos últimos dias, entidades médicas e órgãos da área da saúde, como a Secretaria de Vigilância em Saúde, vinculada ao Ministério da Saúde, vem alertando a população sobre um aumento no número de casos de covid-19 no país, principalmente por causa da variante da ômicron BQ.1.
A Associação Médica Brasileira (AMB), por exemplo, publicou um boletim reiterando e endossando uma nota técnica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). No documento são listadas medidas urgentes que precisam ser adotadas para reduzir o impacto de um possível cenário futuro de aumento de hospitalização e óbito pela doença.
Retomar o uso de medidas de prevenção não farmacológicas, como o uso de máscara e o distanciamento social, são algumas das orientações sugeridas pela AMB e a SBI. “Evitando situações de aglomeração principalmente pela população mais vulnerável, como idosos e imunossuprimidos”, informa o boletim. Outro ponto importante defendido pelas entidades de saúde é o aumento das taxas de vacinação das doses de reforço.
AtrasadosDados divulgados pelo Ministério da Saúde dia 11/11 mostram que, no Brasil, ainda existem muitas pessoas com as doses de reforço em atraso. De acordo com a pasta, mais de 69 milhões de brasileiros ainda não voltaram aos postos para receber a primeira dose de reforço da vacina contra a covid-19, conforme dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Já 32,8 milhões de pessoas poderiam ter recebido a segunda dose de reforço contra a doença, mas ainda não se vacinaram.
O Ministério da Saúde explicou a importância de completar essa etapa do ciclo vacinal. “Estudos mostram que a estratégia de reforçar o calendário vacinal contra o coronavírus aumenta em mais de cinco vezes a proteção contra casos graves e óbitos pela covid-19”.
O que dizem os infectologistas? A infectologista de Ipatinga, Carmelinda Lobato, destacou que o mais importante nesse momento são as pessoas ficarem atentas para completar o esquema vacinal com relação à covid. “A melhor forma que nós temos de continuar combatendo essa pandemia é através da vacinação”, disse a médica.
Carmelinda fez um pedido aos atrasados. “Se a pessoa ainda não se vacinou, não importa a idade dela, não importa se é grupo de risco, se a pessoa ainda não se vacinou, ou se a pessoa não completou o seu esquema vacinal, elas precisam procurar uma unidade de saúde o mais breve possível”.
O infectologista e professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, Unaí Tupinambás, também acompanhou a colega de profissão e defendeu a vacinação. “É importante que toda a população que já está elegível para tomar essas duas doses de reforço, ou seja aquelas pessoas acima de 40 anos ou com comorbidades, que atualizem seu cartão”, e completou: “o que está segurando a gravidade dessa doença são as pessoas vacinadas”.