09 de novembro, de 2022 | 17:30

SAF do Ipatinga não se confirma; clube terá que recorrer aos mesmos métodos para custear temporada

Marcos Ferraz e o presidente Nicanor, que surgiram com a promessa da SAF, não exteriorizaram esta situação

Igor Reis/Fotop
O tradicional ''pires na mão'' para arrecadar patrocínio será novamente o método para custear a temporada 2023 de jogos do TigreO tradicional ''pires na mão'' para arrecadar patrocínio será novamente o método para custear a temporada 2023 de jogos do Tigre

A tão sonhada, propagada e prometida transformação do Ipatinga Futebol Clube numa Sociedade Anônima do Futebol (SAF) não se confirmou, conforme era anunciado anteriormente pela direção da agremiação. O dito investidor que prometera concluir essa complexa operação, Marcos Ferraz, da Kraken Sports, e o presidente do clube, Nicanor Pires, até então não se manifestaram oficialmente a respeito. Com a proximidade do Campeonato Mineiro do Módulo A (21 de janeiro do ano que vem) e a necessidade da contratação da comissão técnica e do elenco de jogadores, não haveria tempo hábil para conciliar um complicado processo de transição e a priorização do futebol de 2023, quando o principal objetivo será permanecer na elite do Estadual.

Em meados do mês de julho, o investidor, que apareceu na cidade antes do Módulo B e viabilizou a participação do Tigre na competição com um aporte em torno de R$ 350 mil, havia prometido agilizar o processo da SAF, o que foi autorizado pelo Conselho Deliberativo. Diante de nenhuma manifestação posterior, no início de outubro passado, nova reunião do conselho tratou do assunto. Na oportunidade, estabeleceram-se prazos para a apresentação de um cronograma do procedimento, a começar da apresentação da proposta de um novo estatuto de conversão do Ipatinga em SAF, bem como da minuta do contrato desta transação, a relação e o cronograma de quitação dos cerca de R$ 30 milhões de dívidas (quase a totalidade trabalhistas).

Marcos Ferraz e o presidente Nicanor, que surgiram com a promessa da SAF, não exteriorizaram esta situação. Sendo assim, a direção do clube terá que recorrer à alternativa tradicional dos últimos anos, ou seja, amealhar patrocínios avulsos para custear a competição de três meses de duração, cujo orçamento inicial seria em torno de R$ 1,1 milhão. Como já há a cota de transmissão de R$ 500 mil da TV Globo, o restante seria arrecadado no mercado, pela visibilidade que uma competição da elite do Campeonato Mineiro pode gerar.

Energia cortada
Outras questões a serem resolvidas dizem respeito à não quitação do último mês dos salários e parte da gratificação de jogadores, funcionários e comissão técnica na campanha do Módulo B deste ano, bem como a reestruturação do centro de treinamentos do bairro Cariru e o restabelecimento da energia no mesmo CT. Até então não foi programado o pagamento dos responsáveis pela campanha do acesso. O corte da energia do centro de treinamentos ocorreu há mais de um mês, antes mesmo do encerramento da campanha do Novo Esporte na Terceira Divisão (o Tigre havia cedido o espaço). As demais dependências do endereço do clube estão descuidadas, carecendo de reformas nos alojamentos, cozinha, áreas de convivência e demais espaços.
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