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01 de novembro, de 2022 | 15:43

Medalhistas contam suas experiências nas competições escolares e como elas são importantes na vida escolar

Atualmente já é possível, inclusive, alunos medalhistas garantirem uma vaga em universidades

Divulgação
Bárbara Almeida de Morais, de 15 anos, é uma especialista em olimpíadas e acumula 22 medalhas Bárbara Almeida de Morais, de 15 anos, é uma especialista em olimpíadas e acumula 22 medalhas

Despertar e estimular o interesse pelo estudo de várias áreas do saber e identificar estudantes com grande habilidade são alguns dos objetivos das Olimpíadas do Conhecimento, promovidas por inúmeras instituições no país. Participar dessas competições escolares ou ganhar uma medalha é um grande feito e pode mudar a vida de um estudante. Atualmente já é possível, inclusive, alunos medalhistas garantirem uma vaga em universidades.

O professor Jaime Carvalho, docente há 14 anos, é um entusiasta dessas olimpíadas e, juntamente com outros mestres do Colégio São Francisco Xavier (CSFX), em Ipatinga, no Vale do Aço, vem estimulando os alunos a participarem das competições. “No início, o nosso objetivo era que o aluno trabalhasse o conteúdo para além da sala de aula, diversificando tudo o que foi ensinado, mas de outra maneira. À medida que os resultados foram aparecendo, a proposta ganhou força e eles passaram a se dedicar ainda mais nessas competições. Hoje temos duas turmas olímpicas e uma participação recorde”, comenta o professor.

Neste ano, o CSFX já conquistou 237 medalhas. São 49 de ouro, 44 de prata, 60 de bronze e 84 de mérito. A instituição ainda aguarda os resultados finais da Olimpíada Brasileira de Informática, Olimpíada Brasileira de Robótica, Olimpíada Internacional de Matemática sem Fronteiras e Torneio Meninas na Matemática.

O professor destaca que o aluno olímpico é versátil e considera suas participações relevantes para a vida escolar, acadêmica e social. “São disputas que estimulam o aluno a expandir o conhecimento e a abrir a mente, pois envolvem muito raciocínio lógico. É preciso dedicação, foco e muita disciplina. Ele ganha muito aprendizado, além da possibilidade de entrar direto para algumas universidades que destinam vagas a alunos medalhistas”, reforça.

Dedicação
Aluna do CSFX, Bárbara Almeida de Morais, de 15 anos, é uma especialista em olimpíadas e acumula 22 medalhas até então. Somente este ano foram 11 participações e sete medalhas conquistadas, sendo três de ouro: Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG) e Olimpíada Nacional de Ciências (ONC).

Apaixonada por matérias como ciências, matemática, química e física, Bárbara começou a participar das competições aos 10 anos e desde então não parou mais. Aluna aplicada e com boas notas, ela entrou para as disputas estimulada pelos professores e outros alunos. “Sempre gostei de estudar e de aprender coisas novas. Eu via os alunos mais velhos participando das competições e fiquei curiosa. Fui me testando e achando cada vez mais interessante. Os professores também sempre divulgavam as olimpíadas”, lembra.

A preparação de Bárbara exige disciplina e foco nos estudos. Ela chega a estudar três horas por dia em casa e, quando está próxima a uma prova de olimpíada, intensifica mais os estudos. Para ela, a competição só traz benefícios. “É muito especial. A gente aprende muito mais, consegue desenvolver o raciocínio lógico. É um vício muito saudável. Fico feliz pelo reconhecimento do meu esforço. Além disso, tem o contato com alunos de outros estados”, completa.

A dedicação aos estudos em Olimpíadas do conhecimento também faz parte da rotina da estudante Luísa Costa Lage, de 17 anos. Aluna do 2º ano do ensino médio, Luísa conquista medalhas todos os anos desde os 11 anos, quando começou a participar. Neste ano, ela competiu em quatro e conquistou duas medalhas, sendo uma na OBA e uma da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB).

“Sempre gostei de fazer os exercícios mais difíceis. Estudando para essas competições a gente ganha conhecimento extra. As provas são diferenciadas, é preciso muito raciocínio e isso, com certeza, amplia nosso conhecimento. Também fazemos amigos”, frisa.

Daniela Vila dos Santos, 15 anos, é outro exemplo de dedicação. Aluna bolsista do CSFX, ela tem se esforçado para elevar seus resultados e conquistar medalhas. No ano passado, ela foi prata na OBA e, neste ano, a medalha de cristal na ONHB, além de uma menção honrosa da Olimpíada Canguru de Matemática. “Quero participar de mais olimpíadas, ganhar experiência para conquistar mais medalhas”, conta.

Evento
No próximo dia 4 de novembro, o Colégio São Francisco Xavier, unidade da Fundação Educacional São Francisco Xavier (FESFX), promove uma solenidade de entrega de medalhas a seus alunos. O evento será realizado no Teatro Zélia Olguim, no bairro Cariru em Ipatinga.

A superintendente da Fundação Educacional São Francisco Xavier, Solange Liége Dos Santos Prado, destaca que o apoio da instituição aos alunos tem sido importante nos resultados. “Por acreditar que o envolvimento dos alunos nas olímpiadas promove o desenvolvimento intelecto social, nós estimulamos a participação do acadêmico. Investimos em equipe altamente qualificada, em turmas olímpicas e em todas as etapas das competições. Nossos alunos estão superando desafios e surpreendendo cada vez mais positivamente nas olimpíadas. Estamos orgulhosos”.

Além do professor Jaime Carvalho, também são responsáveis pelas turmas olímpicas os professores Breno Martins Zeferino (História), Waldir Vilas Boas (Química) e Aloysius Gentil Gonçalves (História).
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