28 de outubro, de 2022 | 18:00
MPMG pede que pai e filhos sejam julgados pelo Júri e respondam pela acusação de mandar matar motorista em Ipatinga
O crime foi praticado no momento que Jario ajudava uma família a colocar os móveis de uma mudança, na avenida José Barcelos, no Vila Militar
Wellington Fred + reprodução
O motorista Jario Assis Alves foi assassinado enquanto trabalhava em uma mudança, na tarde de 13 de março de 2017, no bairro Vila Militar
O motorista Jario Assis Alves foi assassinado enquanto trabalhava em uma mudança, na tarde de 13 de março de 2017, no bairro Vila MilitarO Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu que três réus sejam levados a júri popular por um homicídio praticado em 13 de março de 2017 no bairro Vila Militar, em Ipatinga. Eles são acusados de planejarem o homicídio do motorista Jario Assis Alves, de 59 anos, contratando um assassino para executar a vítima que trabalhava realizando fretes de mudança.
O crime foi praticado no momento que Jario ajudava uma família a colocar os móveis de uma mudança, na avenida José Barcelos, no Vila Militar. O motorista iria transportar os pertences para Jampruca, no Vale do Rio Doce, quando foi surpreendido por dois homens, um em uma moto Honda Tornado de cor preta e o outro em uma Honda Titan, de cor cinza.
O autor do crime, que não foi identificado nas investigações da Polícia Civil, desembarcou da Tornado e, com o capacete na cabeça, se dirigiu até à vítima disparando quatro vezes contra a cabeça e o tórax de Jario. Ele morreu no local do crime. O motorista morava no bairro Vila Celeste e deixou filhos.
A Polícia Civil investigou o caso e chegou até a três suspeitos, os irmãos C.N.A., de 44, C.N.A., de 35 anos, e ainda o pai deles, o P.F.A., 67 anos. Eles seriam os mandantes do crime com o objetivo de vingança, afirma o relatório do MPMG.
Os policiais civis apuraram que a vítima havia processado os três suspeitos, depois de o motorista ter sido agredido em 2009 e sofrido vários ferimentos na confusão ocorrida em um ponto de frete no bairro Canaã, em Ipatinga. Ele entrou com uma ação contra os agressores na Justiça na Vara Cível de Ipatinga por danos morais.
No fim do processo, a Justiça condenou os três acusados e determinou a penhora de uma VW Kombi, que pertencia a um deles, para ressarcir o valor que Jario conseguiu na ação, cerca de R$ 15 mil. Esta situação teria motivado o trio a se vingar da vítima, como apurou a investigação da Polícia Civil. Depois do assassinato, a esposa e as filhas, com medo, desistiram de levar adiante a execução da ação dos danos e ela foi arquivada, conforme o MPMG.
Os investigados chegaram a mudar de forma repentina da cidade, abandonaram o local de trabalho e deixaram de usar as linhas telefônicas, que foram monitoradas pela Polícia Civil. Os suspeitos alegaram que se mudaram diante de ameaças sofridas após a morte de Jario, alegações que não teriam sido provadas.
Diante do apurado, o MPMG denunciou os três suspeitos por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, pois eles teriam agido por motivos de vingança; causou perigo comum, pois os tiros foram dados em via pública; e recurso que dificultou a defesa da vítima, pois foi morta pelas costas.
Os promotores Jonas Junio Linhares Costa Monteiro e Walter Freitas de Moraes Júnior pediram, nas alegações finais, que os réus sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri, pedido que será avaliado pelo juiz de Direito, mediante as alegações finais da defesa dos réus. A reportagem apurou, em 24/2/2022, que os réus foram impronunciados. O magistrado entendeu que não há provas suficientes para levá-los a julgamento.
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