27 de outubro, de 2022 | 08:10
Manter vacina contra a covid-19 no calendário é decisão acertada, avalia médica
Minas Gerais registrou, até esta quarta-feira, 3.883.224 casos confirmados e 63.876 óbitos
(Bruna Lage - Repórter do Diário do Aço)O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, anunciou nesta quarta-feira (26) que Minas Gerais deve incluir a vacina contra covid-19 no calendário anual de vacinação a partir de 2023, de forma permanente. A médica intensivista Ana Laura Braga, que atua em hospitais da região, avalia como positiva a medida, que pode manter as UTIs sem casos graves, como tem sido desde que a vacinação foi iniciada.
Para ela, o patamar alcançado em relação ao combate à covid-19 traz tranquilidade, mas em momento algum as pessoas devem esquecer do que ocorreu no país. Tivemos momentos difíceis, com muitas pessoas internadas e óbitos, como todos sabem. Essa situação só foi controlada com o avanço da vacinação. Então, gosto sempre de falar sobre como é importante conscientizar a população sobre os riscos de não se vacinar, seja contra a covid ou contra outra doença. O Brasil é um dos países mais aplicados nesse quesito. Precisamos manter essa condição”, aconselha.
Cobertura vacinal
Minas Gerais registrou, até esta quarta-feira, 3.883.224 casos confirmados e 63.876 óbitos. O secretário Baccheretti destacou que o momento vivido se deve, obviamente, à vacinação. E vamos continuar lembrando e reforçando a importância de se imunizar, pois muita gente ainda não se vacinou. A expectativa é a de que a vacina faça parte do calendário. Não sabemos ainda se será uma ou duas doses, estamos discutindo isso junto ao Ministério da Saúde e essa decisão deve sair até o final do ano, para que a gente se planeje para aplicar esse reforço em 2023”, ressaltou.
O estado está atualmente com 88% de cobertura da primeira dose para o público-alvo e 83% de cobertura na segunda dose e dose única. Já nas doses de reforço, a cobertura é de 63% na primeira aplicação e 41% da segunda. Em relação ao público infantil, de cinco a nove anos, a primeira dose está em 62% de cobertura e 44% na segunda dose.
Contaminação
Hoje, o risco de pegar covid é muito baixo, mas há um aumento de casos na Europa e nos EUA. Isso se deve ao período de outono e inverno lá. A partir de março do ano que vem, isso deve acontecer aqui também, devido ao período de aumento de doenças respiratórias, dentre elas a covid. Portanto, vamos nos preparar para o período de sazonalidade. Claro que a doença não vai ser como foi, porque estamos vacinados, mas quem está atrasado precisa se preparar porque daqui a pouco o vírus volta a circular assim como a gripe”, explicou o secretário.
Imunização abaixo dos 39 anos
Em relação à segunda dose de reforço para o público abaixo de 40 anos, o secretário explica que ainda não há consenso entre os órgãos de saúde envolvidos. O governo federal, os estados e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) ainda não encontraram evidências científicas para ampliar a vacinação para a faixa abaixo de 40 anos. Isso indica que a proteção com as três doses se mostra suficiente para este grupo, por enquanto. Os imunossuprimidos e maiores de 40 anos devem tomar a quarta dose, mas para o restante ainda não se mostra um benefício relacionado a mais uma dose da vacina. Se houver uma mudança neste entendimento, vamos fazer a aplicação”, finalizou o secretário.
No Vale do Aço, conforme divulgado pelo Diário do Aço no dia 7 de outubro, a aplicação da quarta dose da vacina contra a covid-19, também chamada de segunda dose de reforço, não será estendida para todas as faixas etárias e grupos, por ora. As cidades da Região Metropolitana do Vale do Aço imunizam com esta dose, no momento, apenas pessoas com 40 anos ou mais.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

















