26 de outubro, de 2022 | 08:51
MPMG denuncia assassino que matou homem a pauladas no bairro Jardim Panorama
No momento do crime a avenida estava movimentada e várias pessoas, de dentro dos carros, testemunharam o crime
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou Paulo Henrique da Cruz Silva, de 18 anos, pelo violento homicídio praticado contra Pedro Alves dos Santos, de 39 anos. O crime ocorreu na avenida Juscelino Kubitschek, no bairro Jardim Panorama, em Ipatinga, no último dia 8 de outubro. A vítima foi morta a golpes de madeira, situação filmada por câmera de segurança nas proximidades. No momento do crime a avenida estava movimentada e várias pessoas, de dentro dos carros, testemunharam o crime.
Consta no inquérito da Policia Civil que, no sábado à noite, Paulo Henrique estava no local, quando visualizou a vítima comprar entorpecentes. O jovem acusado se aproximou e tentou impor que Pedro dividisse a droga que havia acabado de adquirir.
Diante da negativa da vítima em dividir o tóxico, o dependente químico se revoltou e tomou posse de um pedaço de madeira. Paulo iniciou uma série de pauladas contra a face da vítima, o que resultou em sua morte. A ação foi toda filmada por câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais nas proximidades.
O agressor saiu do local, mas acabou localizado pouco tempo depois fugindo pela avenida Selim José de Sales, no bairro Canaã, local em que foi preso em flagrante delito por uma equipe da Polícia Militar. Ao ser preso, ele confessou a autoria do crime diante do reconhecimento feito por meio das imagens do fato.
Para o promotor Jonas Júnio Linhares Costa Monteiro, ficou evidenciado que o crime foi praticado por motivo torpe, pois o acusado matou a vítima movido pelo desejo de se vingar desta, a qual não compartilhou a droga que havia adquirido momentos antes do ataque.
O crime também, na avalição da promotoria, foi cometido com emprego de meio cruel, na medida em que o recurso utilizado pelo denunciado para ceifar a vida da vítima, causou demasiado sofrimento a ela, a qual não faleceu de imediato, conforme relatório da necropsia. Pedro morreu de modo agonizante, com asfixia mecânica por hemorragia nos pulmões, diante do afundamento da face provocado pelas pauladas.
Outra qualificadora seria que o homicídio foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa do homem, já que ele estava desarmado e foi surpreendido pela ação agressiva do denunciado. Esta situação diminuiu demasiadamente qualquer chance que a vítima poderia ter de se defender”, indicou o promotor na denúncia do MPMG que pede que o acusado seja levado ao banco dos réus pelo homicídio triplamente qualificado.
Versão
Ao ser preso, na noite de crime, o assassino confesso deu outra versão para o cometimento do crime. Ele relatou aos PMs que o atrito começou por desconfiar que estaria sendo seguido pelo homem, achando que seria vítima de roubo, versão também relatada ao Diário do Aço.
Ao tirar satisfação com o tal indivíduo, que segundo Paulo Henrique, não o conhecia, surgiu uma discussão e troca de agressão. O jovem alega que achou o pedaço de madeira e desferiu uma paulada no homem. Ele encontra-se preso aguardando decisão da Justiça.
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