07 de outubro, de 2022 | 10:30
Dívidas e inadimplência assombram os brasileiros
Brasil atingiu pico histórico de famílias endividadas em agosto, com 68 milhões de pessoas em atraso com suas contas
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer atingiu 79% do total de lares no país, em agosto
O percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer atingiu 79% do total de lares no país, em agostoO país passa por um período econômico delicado e quem sofre diretamente com isso é a população, principalmente os mais pobres. E mesmo em um cenário de caos”, o trabalhador assalariado continua arcando, ou pelo menos, tentando arcar com os custos de vida, como moradia, alimentação, transporte, itens básicos, mas que não são baratos. Contas de água, luz, telefone, aluguel, cartão de crédito... Tantos compromissos fazem com que o brasileiro acabe se embaraçando nas dívidas.
De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer (cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa) atingiu 79% do total de lares no país, em agosto. Realidade dura e difícil de lidar: o endividamento das famílias brasileiras em 2022 é o maior nos últimos 12 anos.
Para o economista e conselheiro efetivo do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG), Gelton Pinto Coelho, o endividamento atual da população brasileira se dá, principalmente, pela inflação dos últimos anos. A inflação foi muito forte, ela gerou uma elevação contínua de preços e esses preços foram aumentando, não só na alimentação, mas nos remédios, nos combustíveis, nas contas domésticas, conta de energia, conta de água, conta de luz”, explicou.
Inadimplência recorde
Arquivo pessoal
''O mais importante da gente saber é que o endividamento não é culpa das famílias, ele é culpa da inflação'', enfatizou o economista
''O mais importante da gente saber é que o endividamento não é culpa das famílias, ele é culpa da inflação'', enfatizou o economistaCom tantas contas a pagar, alguns brasileiros não conseguem arcar com todos os compromissos financeiros e caem na inadimplência. Um levantamento da Serasa Experian revelou que quase 68 milhões (67.976.241) de brasileiros tinham contas em atraso no mês de agosto.
A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) também trouxe dados da inadimplência no Brasil. Em agosto, 29,6% do total de famílias no país atrasaram o pagamento de contas de consumo ou de dívidas. A segunda alta consecutiva do indicador, que atingiu o maior percentual desde o começo da série histórica (2010).
Cartão de crédito: vilão do endividamento
O dinheiro de plástico”, que permite o parcelamento, tem sido o vilão dos endividados. O cartão de crédito continua como principal modalidade de endividamento das famílias. Entre os endividados de agosto, 85,3% tinham dívidas no cartão de crédito, mostrou o levantamento da CNC.
Gelton Pinto esclareceu que, diante de uma situação financeira delicada, e principalmente da falta de dinheiro, o cartão acaba sendo uma saída para a população. Se eu não tenho o salário corrente e eu tenho o cartão de crédito, eu não vou deixar minha família passando fome. Você acaba comprando o alimento, comprando o remédio e isso vai gerando uma sobrecarga ainda maior”.
Segundo o economista, a pessoa recorre a essa solução acreditando que vai conseguir arcar futuramente com aquela dívida, mas isso não acontece. É um valor que a pessoa recorre estimando que vai ter uma melhora e que vai conseguir pagar o cartão depois, mas isso não ocorre porque não teve melhoria da renda”, afirmou.
Renegociação e mudança de padrão
Para aqueles que já estão um tanto quanto enrolados” com as dívidas, o economista indica o caminho da renegociação. É possível renegociar essas dívidas com outras taxas, então é privilegiar, ou seja, pagar primeiro as dívidas que tenha juros maior”, indica o profissional.
Diante das incertezas econômicas, Gelton Pinto sugere que as pessoas também repensem o padrão de vida que levam. Se a gente não sabe o futuro, é importante que a gente reduza o nosso padrão, já que o nosso salário não está o mesmo que era antes, então a gente precisa mudar o nosso padrão de compras”, indicou.
Não é culpa das famílias
Para fechar a entrevista, o economista fez questão de reforçar que o endividamento não é culpa das famílias, mas sim da inflação. As pessoas podem fazer esforços grandes, mas se não resolver o problema da inflação e do que alimenta essa política econômica que hoje gera o endividamento, a gente não consegue resolver o problema da população como um todo”, concluiu. (Com informações do site www.omelhortrato.com)
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Lu Magalhães.
07 de outubro, 2022 | 13:05Kkkkk Fake news no Brasil tá tudo suave,no Brasil
Estamos todos de Boa. Kkkkk Isso deve que tá acontecendo na Venezuela e outros países comunista onde os empresários e os donos das empresas evangélicas obrigam o povo a votar em um determinado candidato. Kkkkkkkk”