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19 de setembro, de 2022 | 06:00

Foco de decisão

Fernando Rocha

Depois de vencer o CRB, em Maceió, por 2 a 0, na noite do último sábado, todas as atenções do Cruzeiro se voltam agora para o jogo diante do Vasco, amanhã, no Mineirão, que pode confirmar matematicamente o acesso do time celeste à Série A em 2023.

O Cruzeiro é o líder absoluto da Série B com 65 pontos, 20 de vantagem sobre o 5º colocado, Londrina, que é o primeiro time fora do G-4.

Além da situação muito favorável, o torcedor celeste tem outros motivos para lotar o Mineirão, sobretudo, pela rivalidade histórica com os cruz-maltinos, cuja camisa também é pesada e não deveria estar disputando a segunda divisão do futebol brasileiro.

Por conta disso - e não poderia ser diferente -, o técnico da Raposa, Paulo Pezzolano, disse após a excelente atuação de todo o time na vitória em Maceió que vai encarar esse jogo contra o Vasco da Gama como se fosse uma final ou decisão de título.

A torcida, mais uma vez, se fará presente lotando o Mineirão, que deve receber cerca de 60 mil pagantes para outra grande festa, talvez, para celebrando a classificação matemática do time para voltar à elite nacional no próximo ano.

Outro vexame
Mesmo contra o Avaí, um dos piores times do Brasileirão, o Atlético foi derrotado, por 1 x 0, no último sábado, deixando sua torcida frustrada, pessimista e ainda mais revoltada com o time, que está disperso, desorganizado, um amontoado em campo, e limitou-se a movimentos aleatórios sem sinalizar qualquer evolução.

Se com o técnico anterior, Turco Mohamed, já estava ruim, desde a chegada de Cuca piorou ainda mais. Foram 10 jogos desde a sua chegada: apenas duas vitórias, quatro empates, quatro derrotas, 33.3% de aproveitamento, nove gols marcados, 12 sofridos, eliminado da Libertadores, queda de 4° para 7° colocado no Brasileirão e sem demonstrar nada de positivo a cada partida.

Após a derrota na capital catarinense, o técnico Cuca disse que vai “mexer o doce” e prometeu mudar estes números negativos, mas, com razão, o torcedor alvinegro já não acredita mais em uma reação do time, que parece desanimado e descompromissado com os resultados.

E o que não tem faltado para o treinador e os jogadores é tempo para treinar, pois o Galo só volta a jogar no próximo dia 28, contra o líder Palmeiras, no Mineirão.

FIM DE PAPO

O diretor de futebol Rodrigo Caetano, também, falou na entrevista coletiva após a derrota para o Avaí. Disse que não tem faltado empenho e luta dos jogadores em campo, mas passa a impressão de que está mais perdido do cachorro quando cai de mudança. A situação do Galo visando conquistar ao menos uma vaga na fase de grupos da Libertadores vai se complicando a cada mau resultado. Embora se mantenha em 7º lugar, com 40 pontos, agora vê o América, em 8º, fungando no seu cangote com 39 pontos, além do Goiás que está em 9º, com 37 pontos.

Sobre o América, que derrotou o time reserva do Corinthians, por 1 x 0, no Independência, nem o mais otimista dos americanos poderia imaginar essa campanha tão positiva do time, que não só vence mas joga um futebol que dá gosto de ver. Sem nenhuma dúvida, ao lado do Fluminense, joga o melhor futebol deste Brasileirão e não à toa ostenta a melhor campanha do returno entre todos os participantes. Nos últimos oito jogos obteve cinco vitórias e três empates, com dez gols marcados e apenas três sofridos.

Entre as várias “teorias de conspiração” supostas pela torcida do Galo, nas mídias sociais, para explicar a atual situação pífia do time na mais importante competição nacional, a que mais possui adeptos fala de um possível racha entre o técnico Cuca e alguns jogadores do elenco, sobretudo os estrangeiros. Desde a sua chegada, Vargas foi escanteado, Alonso e Nacho Fernández foram parar no banco de reservas, Zaracho vive sempre no Departamento Médico e Pavón sumiu de vez. Cuca também escala mal a equipe titular, insistindo com jogadores que atravessam uma recorrente má fase, como Jair, Keno, Nathan Silva, Guga, Alan, Sasha e Ademir. O ataque é lento, sem a tal da “contundência”, e o meio de campo é fraco na marcação.

Quando se fala no clássico Cruzeiro x Vasco da Gama, não há como não deixar de lembrar o confronto entre os clubes, no Maracanã, que decidiu o Campeonato Brasileiro de 1974, conquistado pelo time carioca com a vitória de 2 x 1, ajudado pelo árbitro Armando Marques, já falecido, que anulou um gol legítimo de Zé Carlos nos instantes finais, o que daria o título à Raposa. Os tempos agora são outros para os dois “gigantes” que lutam para voltar ao protagonismo no futebol nacional. Vale lembrar o time do Cruzeiro que jogou aquela decisão, diante de 112.923 vascaínos presentes no Maracanã: Vítor; Nelinho, Perfumo, Darci Meneses e Vanderlei; Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes; Roberto Batata, Palhinha e Eduardo. Técnico: Hílton Chaves. O Vasco conquistou a taça de campeão com: Andrada; Fidélis, Miguel, Moisés e Alfinete; Alcir, Zanata e Ademir; Jorginho Carvoeiro (autor do gol do título), Roberto Dinamite e Luiz Carlos. Técnico: Mário Travaglini. (Fecha o pano!)
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