20 de setembro, de 2022 | 09:30
Falta de acessibilidade ainda é o maior desafio para pessoas com deficiência
Arquivo DA
O dia 21 evidencia a importância do desenvolvimento de meios de inclusão das pessoas com deficiência na sociedade
O dia 21 evidencia a importância do desenvolvimento de meios de inclusão das pessoas com deficiência na sociedadeO Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é lembrado nesta quarta-feira (21). Instituído pela Lei nº 11.133/2005, o texto tem o objetivo de conscientizar sobre a importância do desenvolvimento de meios de inclusão das pessoas com deficiência na sociedade. Entretanto, conforme o presidente do Conselho da pessoa com deficiência de Coronel Fabriciano, Sandoval Gonçalves, ainda há muito o que ser conquistado, principalmente em termos de acessibilidade. Uma caminhada está agendada para essa data, com início às 8h, no Centro de Fabriciano.
Sandoval, que foi um dos convidados do prefeito Marcos Vinicius Bizarro (PSDB), durante a transmissão ao vivo desta segunda-feira (19), explicou que a luta por direitos começou em 1948. Antes disso, as deficiências eram invisíveis” e as pessoas ficavam atreladas ao sistema religiosa, que, segundo o presidente, se aproveitava da causa para arrecadar recursos.
Nos tempos antigos servíamos de piada para os reis, que se divertiam às nossas custas, como no caso de anões. Pessoas que nascem com deficiência são mortas em determinados lugares, uma triste realidade. Sobre a nuta, iniciamos antes mesmo da Constituição, com conferências, tiramos propostas do que queríamos e isso foi incluído (na Constituição), que hoje garante nossos direitos”, recorda.
Acessibilidade
Sandoval destaca que existe um estatuto da pessoa com deficiência, que é a lei brasileira de inclusão e que assegura o direito à acessibilidade. Não é um favor dos nossos governantes, mas um direito e por isso às temos de cobrar dos responsáveis para fazer com que os ambientes sejam ou se tornem acessíveis”, aponta.
Ele acrescenta que muitas vias foram melhoradas e estão mais acessíveis. Entretanto, o desafio ainda é grande. A maioria das pessoas desiste de sair de casa, porque sabe que vai encontrar percalços. Alguns não conseguem mesmo, porque dependem de ônibus e nem sempre o elevador está funcionando. Eu mesmo sofri com isso no dia de hoje e tive de esperar o próximo carro. Em casos isolados o cobrador demonstra má vontade em acionar o equipamento. São exemplos do que passamos no dia a dia”, salienta.
Sandoval frisa que em Coronel Fabriciano algumas melhorias foram realizadas nas vias, mas a cidade sofre por não ter sido planejada e muito precisa ser feito. Num geral, em todas as cidades, as calçadas são irregulares e não dá pra rodar com a cadeira, mas o asfalto é bom e facilita esse trajeto, apesar do risco de transitar entre os carros. Somos até xingados pelos motoristas. Mas sabemos que é complicado consertar tudo rapidamente”, pondera.
Programação
No dia 21 haverá uma atividade no Centro de Fabriciano. Segundo Sandoval, não será um momento de comemoração, porque ainda é preciso avançar muito antes. A caminhada terá início às 8h, próximo à rotatória onde antes ficava situado o bar do Barrilzinho.
Vamos até a Praça da Estação, onde haverá tendas e atividades. A prefeitura estará presente com seus órgãos e trabalhadores da área, aqueles que prestam o serviço para a pessoa com deficiência. Vamos ter as Apaes da região e isso é legal, porque só de o deficiente físico estar com o pessoal da Apae, já representa uma inclusão e temos de unir as forças”, avalia Sandoval.
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