28 de agosto, de 2022 | 06:00
Vale tudo
Fernando Rocha
O Atlético se apega a tudo para conseguir dar a volta por cima neste Campeonato Brasileiro, e isso passa por uma vitória no clássico de hoje, às 16h, contra o América, no Independência, um velho rival e quase sempre um freguês de caderno, mas que atravessa um melhor momento no Campeonato Brasileiro.O Galo está há cinco jogos sem vencer em casa, enquanto o Coelho defende uma invencibilidade de cinco partidas no Brasileiro, o que lhe deu um certo alívio em relação à ameaça de rebaixamento, ou seis jogos invicto se contar o empate com o São Paulo quando foi eliminado na Copa do Brasil.
A semana foi conturbada por manifestações de torcedores na chegada de jogadores à Cidade do Galo, mas o técnico Cuca teve outra vez tempo suficiente para preparar a equipe, o que pode resultar em um aproveitamento melhor, sobretudo no quesito de finalizações.
Mesmo com os números favoráveis ao América, a meu juízo, o Galo é favorito para vencer, pois tem mais time e o que falta é ter mais tranquilidade para transformar em gols as inúmeras chances criadas.
Cruzeiro voltou
Como esperado, o Cruzeiro venceu na sexta-feira à noite de goleada, 4 x 0, o lanterna Náutico, no Independência, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, contando com o apoio de 21 mil torcedores celestes, a capacidade máxima do estádio.
As chances de acesso à Série A ficaram próximas dos 100% e, finalmente, a China Azul soltou o grito entalado na garganta há três anos: Ô, o Cruzeirão voltou”.
O time comandado por Paulo Pezzolano faz uma campanha impressionante e soma agora 57 pontos, líder absoluto, 13 pontos a mais que o vice-líder Bahia, que enfrentará o Vasco neste domingo, em casa; além de 19 pontos à frente do Londrina, primeiro time fora do G4.
Segundo matemáticos da Universidade Federal de Minas Gerais, o Cruzeiro tem 99,99% de chances de acesso à Série A e 96,4% de probabilidade para conquistar o título.
A pontuação média para garantir o acesso seria 63 pontos e, neste caso, se vencer seus dois próximos jogos - Sampaio Corrêa, no Maranhão, nesta terça-feira; Criciúma, no Mineirão, dia 4/9 -, garantirá matematicamente o acesso com nove rodadas de antecedência.
FIM DE PAPO
O Galo, hoje, é visitante no clássico contra o Coelho e o que anima sua torcida é o fato de o time comandado por Cuca ter um desempenho melhor quando joga na casa do adversário. Neste Brasileiro, só perde para o líder Palmeiras em pontos conquistados fora de casa: 20 x 25. Vale lembrar que no último confronto contra o Coelho, disputado no mesmo Estádio Independência, deu ruim e perdeu de 2 x 1, encerrando um jejum de seis anos do Coelho sem vencer o clássico.
Além das pressões da torcida, o ambiente interno do Atlético, certamente, ficou abalado pela contusão grave sofrida pelo zagueiro Igor Rabelo. Durante um treinamento na Cidade do Galo, o jogador sofreu uma ruptura no ligamento cruzado anterior, além de uma lesão no menisco do joelho esquerdo. Rabelo ficará no mínimo oito meses afastado da equipe. Quando a fase não é boa, o pão com manteiga só cai virado para baixo.
De fato, a verdade prevaleceu”, como disse Hulk, mas ficou muito barato a punição ao árbitro brucutu Anderson Daronco, condenado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ao pagamento de R$ 5 mil em cestas básicas para duas instituições da nossa capital, por ter ameaçado o jogador do Galo na partida contra o São Paulo, no Mineirão. Fosse o contrário, certamente, a pena aplicada seria muito mais pesada e Hulk ficaria sem poder atuar pelo Galo em várias partidas, o que não ocorreu com o assoprador de apito gaúcho que, desde o episódio, foi escalado em todas as rodadas do Campeonato Brasileiro.
Durante um seminário no Rio de Janeiro promovido pela CBF, na semana passada, o presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, anunciou que irá propor aos clubes do futebol brasileiro que haja a perda de um ponto na tabela de classificação para cada caso de racismo registrado envolvendo os times a partir do próximo ano. A intenção é boa, mas depende da aprovação dos clubes para ser incluída no regulamento e passar a valer, o que será muito difícil de acontecer. Outra medida, mais fácil de ser implementada, seria exigir que os estádios onde se realizem jogos das principais competições implantem equipamentos com a mesma tecnologia utilizada na Argentina, para identificar e impedir o acesso de torcedores punidos com medidas restritivas ou condenados por atos de violência e vandalismo no âmbito do futebol. (Fecha o pano!)
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