24 de agosto, de 2022 | 08:25

Contas atrasadas: economista dá dicas para fugir da inadimplência

Stéphanie Lisboa
Inadimplência é a maior em oito anos, mostrou levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) Inadimplência é a maior em oito anos, mostrou levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil)

Boletos de água, luz, cartão de crédito, seguro do carro, plano de saúde, telefonia, financiamento do veículo, internet... São contas que não acabam mais e, nem sempre, a conta fecha. Em alguns casos, o jeito é decidir quais as despesas pagar e quais postergar para os próximos meses. Mas é justamente aí que está o perigo, e muitos consumidores acabam se atrapalhando e entrando na lista de inadimplentes.

Um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), divulgado no início desta semana, mostrou que quatro em cada dez brasileiros adultos (39,17%) estavam negativados em julho deste ano, o que equivale a 63 milhões de pessoas com contas em atraso.
Segundo as entidades responsáveis pela pesquisa, este é o maior índice apontado pela série histórica do levantamento, que é realizado há oito anos.

Para o economista que atua em Ipatinga, Amaury Gonçalves, o cenário é reflexo da falta de uma educação financeira adequada e das compras por impulso. “Essas compras, a médio e longo prazo, tendem a acarretar um agravamento da situação financeira dessas pessoas, ou até da família, em função dessa falta de planejamento”, explicou.
A falta de planejamento combinada ao surgimento de imprevistos colabora ainda mais com o atraso no pagamento dos boletos, e aí vai virando aquele efeito “bola de neve”.

“Outras despesas vão aparecer e sobrecarregar a capacidade dessas pessoas de levar as dívidas antigas em dia, o que acaba fazendo com que as urgências do dia a dia acabem se sobrepondo, consequentemente as pessoas vão ficando aí penduradas no cheque especial ou naquelas compras de cartão de crédito”, detalhou Amaury Gonçalves.

O que fazer?

Arquivo pessoal
O especialista defende que o crescimento da inadimplência é fruto da falta de educação financeira das pessoas e das compras por impulsoO especialista defende que o crescimento da inadimplência é fruto da falta de educação financeira das pessoas e das compras por impulso

Para aqueles que já integram o grupo de pessoas que estão com os boletos em atraso, o economista indica a negociação. “Devem procurar o seu banco e renegociar, colocar essa dívida a juros mais baixos, sair de juros de 8%,10%,12% do cheque especial”, orientou.

Além disso, Amaury Gonçalves pede mais cautela aos consumidores e aconselha o corte de gastos desnecessários. “É preciso parar de fazer novas dívidas, parar essa sangria nas finanças familiares ou da pessoa. Uma outra opção é cortar gastos que são supérfluos”.

Segundo o economista, procurar outra fonte de renda também é interessante nesse período. “Quer seja venda em casa, produção de algum outro serviço ou produto que as pessoas têm essa habilidade, para que elas possam com isso complementar a renda”, sugeriu.

Vida financeira em dia

A dica final do especialista para que as pessoas “fujam” da inadimplência é planejamento e organização. “Para manter a vida em dia, realmente as pessoas têm que colocar na ponta do lápis, fazer uma ‘planilhazinha’ nem que seja em papel de pão. Fazer uma lista simplificada de todas essas despesas para saber para onde está indo dinheiro”, finalizou Amaury Gonçalves.
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