18 de agosto, de 2022 | 17:57
Ifab recomenda que jogadores abaixo de 12 anos sejam proibidos de cabecear bola
A International Football Association Board (Ifab), associação ligada à Fifa que estabelece as regras de futebol no mundo inteiro, enviou, nesta quarta-feira (17), às confederações nacionais, uma recomendação para que jogadores das categorias de base abaixo de 12 anos sejam proibidos de cabecear a bola durante treinos e partidas.
A mudança, já em estudo e adotada em alguns países como a Inglaterra e Escócia, segue recomendações médicas a fim de reduzir, a curto prazo, as concussões, lesões cerebrais causadas por pancadas na cabeça ao longo da vida dos atletas.
Será falta
O comunicado sugere o veto ao cabeceio intencional” em jogadas de partidas da categoria Sub-12 e inferiores. Os árbitros das partidas deverão ser orientados a paralisar o lance e assinalar falta, com tiro livre indireto, sem punição de cartão.
Estudos encomendados e recebidos pela Ifab apontam que os jogadores que recebem pancadas na cabeça repetidamente ao longo dos anos têm maior probabilidade de desenvolver doenças degenerativas no cérebro. Atualmente, em competições oficiais no Brasil e no exterior, recomenda-se aos árbitros paralisar os jogos quando atletas sofram pancadas na cabeça.
Histórico
Um caso clássico na história do futebol brasileiro é do lendário lateral-esquerdo Bellini, ex-jogador do Vasco e capitão da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1958 (o primeiro as efetuar o gesto de levantar a taça em sinal de conquista). Nos últimos anos de sua vida (faleceu em 2014), foi tratado como portador de Alzheimer, porém, exames posteriores constataram que tinha sequelas graves de pancadas na cabeça ao longo da longeva carreira, sejam de choques com outros jogadores ou de contato frequente com as bolas da época, de couro e que se encharcavam quando tinham contato com água.
Os Estados Unidos, permanentemente interessados no tema, foram os primeiros a adotar maior cautela no futebol. Por lá, as crianças com menos de 11 anos não podem dar cabeçadas na bola desde 2015, conforme as normas da Youth Soccer, organização que supervisiona as ligas de futebol para crianças e adolescentes.
Resta saber e aguardar como e quando as entidades federativas pelo país irão agir neste sentido, pois será necessário, sobretudo em competições de futebol amador, orientação e conscientização aos clubes e escolinhas de futebol.
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