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Avisar sobre os locais de blitz para outros motoristas pode ser constituído como crime
O registro de seguidos acidentes nas cidades do Vale do Aço, envolvendo motoristas inabilitados ou embriagados e veículos com documentação irregular, mostra que a realização de blitzen pelas ruas é indispensável, para a segurança de todos. No entanto, em reclamações enviadas ao Diário do Aço, leitores alegam que não têm visto mais as operações de fiscalização no trânsito e que sentem falta delas. A Polícia Militar informa as reclamações não procedem e assegura que tem havido sim, a fiscalização.
Em entrevista ao Diário do Aço, o comandante da 143ª Companhia do 14º Batalhão da Polícia Militar, capitão Douglas Tomaz, ressaltou que existe um portfólio muito diversificado por parte da Polícia Militar, no que diz respeito à fiscalização. “O trabalho de blitz é uma ferramenta para isso, e ela continua sendo empregada e sendo feita na forma que se faz necessária, juntamente a outras ações para que o trânsito seja fiscalizado em nossa cidade. São diversas ações pontuais. Temos feito muitas operações, principalmente, aos fins de semana”, afirmou.
Mantidas operações O capitão Douglas Tomaz ressaltou que aqueles condutores encontrados descumprindo a lei no trânsito são devidamente repreendidos conforme a lei. “Não há uma redução no número de blitzen. A percepção talvez de alguns cidadãos em relação a isso pode estar equivocada. As ações continuam sendo feitas em nossa região, de forma a fiscalizar e coibir a prática irregular, seja ela qual for, em especial nesse caso, no trânsito. As ações nunca foram interrompidas. As fiscalizações continuam sendo feitas e cumpridas na forma que se fazem necessárias, assim como os trabalhos de conscientização”, disse.
Fiscalização nas rodovias O tenente Marcelo Vieira, comandante do 1º Pelotão de Polícia Militar Rodoviária da 12ª Companhia de Polícia Rodoviária, com sede em Ipatinga, também destacou ao Diário do Aço que as operações de fiscalização são realizadas nas rodovias da região. “Durante o dia e a noite, desencadeamos várias operações focadas na fiscalização rodoviária, mas, principalmente, na prestação de segurança pública a todos os usuários da via, realizando as abordagens e buscas pessoais, com foco na captura de armas e drogas”, explicou.
Autuações Conforme o tenente Marcelo Vieira, nas operações realizadas pelas rodovias da região, muitos motoristas são autuados por conduzirem os veículos sob efeito de álcool e por fazerem ultrapassagens perigosas. “Estamos sempre a postos, realizando as fiscalizações pontuais e abordagens, e também realizando as autuações que são uma forma preventiva contra a ocorrência de infração de trânsito. Todos os dias realizamos uma série de operações, em cada uma delas, é grande o número de autuações envolvendo pessoas inabilitadas, veículos em mau estado de conservação, pessoas manuseando o celular enquanto dirige e aquelas que conduzem seu veículo desobedecendo as regras de circulação”, afirmou.
Aviso de blitz Em relação àquelas pessoas que avisam outras sobre a realização de blitz, principalmente, nas mídias sociais, o tenente Marcelo Vieira ressaltou que essa prática apenas atrapalha o trabalho de fiscalização da polícia. “Aqueles que informam os demais usuários da via sobre os locais onde estão os policiais militares rodoviários em atividade de operações estão prestando um desserviço à comunidade. Para essa atitude, existe uma previsão no artigo 265 do Código Penal, que é uma forma de atentar à segurança pública, e tem penas de reclusão de um a cinco anos”, pontuou.
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