18 de julho, de 2022 | 14:00

AAPI aplica a psicopedagogia em crianças com autismo, dislexia e dificuldades de aprendizado

O trabalho com intervenção psicopedagógica possibilita um maior desenvolvimento cognitivo, favorecendo um desenvolvimento integral

Divulgação
As dificuldades cognitivas podem estar relacionadas a muitos fatores, que precisam ser observados pelos pais e validados com educadoresAs dificuldades cognitivas podem estar relacionadas a muitos fatores, que precisam ser observados pelos pais e validados com educadores

A Associação dos Aposentados e Pensionistas de Ipatinga (AAPI) oferta agora a psicopedagogia na assistência a seus associados e dependentes. Conforme a entidade, o objetivo é trabalhar com crianças que tenham dificuldade no processo de aprendizagem, condição que pode ser social, física ou emocional. O trabalho com intervenção psicopedagógica possibilita um maior desenvolvimento cognitivo, favorecendo um desenvolvimento integral.

De acordo com a psicopedagoga Daniela Soares, após perceber o crescente número no diagnóstico de TEA (transtorno do Espectro autista), TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), dislexia, entre outros, a AAPI implementou as novas terapias. “Há muitas situações em que o desenvolvimento cognitivo e social de nossas crianças pode ficar comprometido se não intervirmos logo cedo”, avisou.

Dificuldades
As dificuldades cognitivas podem estar relacionadas a muitos fatores, que precisam ser observados pelos pais e validados com educadores. A ansiedade, depressão, uso excessivo de tecnologias/jogos, problemas de linguagem, segundo Daniela, interferem na leitura ou na escrita e tornam o aprendizado um desafio. “Ao observar tais dificuldades, os pais devem buscar avaliação médica para direcionar o tratamento necessário. Esses fatores interferem no processo de ensino e aprendizagem e na autoestima de nossas crianças e causam problemas de saúde”, destacou.

Questionada sobre o que deve ser feito quando os filhos revelam alguma dificuldade de aprendizagem, Daniela recomenda aos pais busquem o diálogo. Para a psicopedagoga, as informações dos filhos são importantes na identificação de um quadro de dor. O uso de tecnologias deve ter limites, ao contrário do hábito de leitura e estudos. “Brinque com os filhos e mantenha os laços afetivos em alta”, destacou.

O acompanhamento
A associada Neidimar, mãe de Lorena e Saymon, um garoto de seis anos de idade, com autismo grau leve a moderado, disse que todos os estímulos do projeto psicopedagógico da AAPI foram fundamentais no desenvolvimento da criança. Em julho, Saymon recebeu alta e segue com ótimo desenvolvimento em praticamente tudo que faz.

Em um ano de acompanhamento e terapias, Karysten Ramone, mãe de Davi, percebeu uma melhora significativa: “Na AAPI impulsionamos o processo de aprendizado e temos o apoio necessário para que Davi possa atuar de forma mais autônoma, daqui por diante”, testemunha.
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Comentários

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Jorge

18 de julho, 2022 | 14:32

“?timo trabalho da psicopedagoga, está faltando abrir mais vagas por parte do diretor da saúde, vontade de trabalhar,pois a demanda é alta.”

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