16 de julho, de 2022 | 07:50
Três municípios da região deverão utilizar novo modelo da urna eletrônica
Em Minas Gerais, a nova urna será usada por eleitores de 68 municípios mineiros, incluindo Coronel Fabriciano, Timóteo e Mesquita
Divulgação TSE
A urna eletrônica modelo UE2020 tem um visual levemente diferente dos modelos anteriores
A urna eletrônica modelo UE2020 tem um visual levemente diferente dos modelos anterioresUm novo modelo de urna eletrônica será utilizado nas Eleições Gerais de 2022. A UE2020 tem algumas melhorias e será utilizada pela primeira vez em outubro. Em Minas Gerais, a nova urna será usada por eleitores de 68 municípios mineiros, incluindo Coronel Fabriciano, Timóteo e Mesquita.
A definição dos municípios levou em conta a logística de distribuição dos equipamentos e a proximidade da sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o que possibilita um suporte mais rápido às zonas eleitorais.
Na quarta-feira (13), o TRE apresentou a nova urna à imprensa. Durante o evento, o desembargador Maurício Soares, presidente do TRE-MG, destacou que o apoio dos veículos de comunicação é fundamental para repassar informações corretas sobre o processo eleitoral à população”. O desembargador também reforçou que as inovações trazidas com o novo modelo mostram o empenho constante da Justiça Eleitoral em aprimorar a urna e a segurança do processo eletrônico de votação.
Características
A urna eletrônica modelo UE2020 tem um visual um pouco distinto dos modelos anteriores. O teclado fica abaixo da tela, e não mais ao lado. A tela, aliás, tem mais qualidade de vídeo, o que melhora a visualização de informações e fotos.
O terminal do mesário não tem mais teclado físico. Na nova urna, ele tem tela sensível ao toque (touchscreen), como em smartphones. Além disso, o modelo UE2020 conta com algoritmo criptográfico dos mais apurados atualmente disponíveis. E tem certificação pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP Brasil). Isso significa que um laboratório certificado pelo Instituto Nacional de Pesos e Medidas (Inmetro) fez uma avaliação do programa embarcado e do código-fonte e verificou que eles atendem plenamente aos requisitos do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), que define as regras da ICP-Brasil.
O que não muda
A nova urna eletrônica é mais ágil e segura, mas várias características da urna e do sistema eletrônico de votação, já disponíveis anteriormente, foram mantidas, garantindo a segurança do processo eleitoral. As urnas eletrônicas não se conectam a nenhum tipo de rede, internet ou bluetooth.
Usa do que há de mais moderno em termos de criptografia, assinatura e resumo digitais, garantindo que somente o sistema e programas desenvolvidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e certificados pela Justiça Eleitoral sejam executados nos equipamentos.
O novo modelo mantém a possibilidade de auditoria das urnas, antes, durante e após a votação, pelos partidos e instituições fiscalizadoras que integram a Comissão de Transparência das Eleições (CTE) e pela sociedade em geral.
Além disso, também traz a impressão da zerésima (comprovante que mostra que, no início da votação, não há voto registrado na urna para nenhuma candidatura); emissão dos Boletins de Urna (BUs) logo após o término da votação, com a distribuição de cópias aos partidos e a afixação do BU em cada seção eleitoral para quem quiser comparar com os dados divulgados no Portal do TSE.
As urnas continuam contando com o Registro Digital do Voto (RDV). Nele, as informações sobre os votos são embaralhadas em uma tabela que assegura o sigilo da votação.
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