13 de julho, de 2022 | 20:00
Em entrevista ao Diário do Aço, Kalil dispara: ''Tem uma cadeira vazia, estou pedindo licença para que tenha um governador''
Sobre o cenário político nacional, de polarização política, Kalil aponta que é um cenário muito ruim para todo brasileiro
Pré-candidato ao governo de Minas Gerais pelo PSD, Alexandre Kalil concedeu entrevista exclusiva ao Diário do Aço nesta quarta-feira (13). O ex-prefeito de Belo Horizonte pediu que o eleitor avalie com cuidado seu voto no mês de outubro. Dentre outras declarações, Kalil afirmou que o estado não tem gestor há quatro anos e pediu licença” para ocupar o posto.
Sobre o cenário político nacional, de polarização política, Kalil aponta que é um cenário muito ruim para todo brasileiro. Essa tragédia (morte do tesoureiro petista Marcelo Arruda) que aconteceu em Foz do Iguaçu é um triste retrato. O presidente da República tem que parar com essa retórica de violência, tem de parar de mandar recado que é com bomba, tiro e porrada que vamos resolver”, avalia.
Acho que Bolsonaro tem que parar com isso, tivemos a polarização no país a vida inteira. Tivemos PT x PSDB e UDN x PSD, este para os mais velhos, mas isso o que está acontecendo é inaceitável, é triste e é uma eleição que está todo mundo torcendo para acabar logo e o país voltar à normalidade”, opina.
Quem ganhar, leva?
Sobre o futuro presidente do Brasil, Kalil acredita que será sim empossado. Não há ambiente nesse país para golpe, tentaram em 7 de setembro e não deu em nada. Quem olha a história do Brasil vê que todos os eleitos tomaram posse. Tentaram fazer isso, não é novidade, quando Juscelino (Kubistchek) ganhou a eleição, tentaram de tudo para não deixa-lo tomar posse. Acabou que uma parte do exército saiu corrido tomando tiro e no fim Juscelino assumiu”.
Farpas com Zema
O pessedista pontua que é difícil comparar o cenário nacional com o estadual, pois, de um lado, o presidente fala em tom agressivo. O que não estaria ocorrendo em Minas. Como não falar que tem uma BR-381 com siga a pare, uma 262 interditada? Estamos pregando para que ocorra uma decisão por parte do eleitor, que não vai adiantar ele ir lá e agredir o Bolsonaro, Zema ou Lula, que é meu candidato, ou me agredir, que isso não vai mudar a posição de um prefeito que construiu um centro de saúde a cada dois meses, abriu hospital de 455 leitos, pavimentou 500 quilômetros dentro da cidade, mexeu com estrutura, isso não é guerra”, esclarece.
Segundo Kalil, seu objetivo é mostrar com simplicidade para toda Minas e para o Vale do Aço que, provavelmente, é um dos lugares que mais visitou quando presidente do Atlético, que o cenário não se trata de Atlético e Cruzeiro. Mas de posto de saúde, infraestrutura, é implantar empresas e plantas em Ipatinga, que é a 10ª cidade de Minas Gerais, a 8ª economia de Minas, não podemos deixar Ipatinga sucumbir e virar um Jequitinhonha ou um Mucuri, que está abandonado por esse governador. Então, o que estamos levando não é guerra, não. É falar o que a gente fez e o que o governador fez e pedir calma para a população, para que avalie e veja o que é melhor para o estado”, frisa.
Não adianta dar tiro
Pregando a paz, Kalil reitera que a eleição não é uma partida de futebol. Temos de ser mineiros. Ele é melhor, sua vida melhorou? Vai lá e vota nele, não adianta dar tiro. Se eu sou melhor, vota em mim. Vamos parar de falar que se apontar que ele deve R$ 40 bilhões a mais do que o governo anterior eu estou agredindo, não estou trocando farpa com ele não. Isso está no portal do estado, ele pegou o estado e está entregando com R$ 49 bilhões de dívida a mais, porque ele não pagou um tostão ao governo federal, isso não é agredir, fato não é agressão”, alfineta.
Aécio Neves
Sobre sua relação com o ex-governador Aécio Neves (PSDB), Kalil disse não ter nenhuma aproximação. Nunca estive no gabinete quando governava, conheço de eventos, ele leva a vida dele, soube que reuniu com o Zema, acho que não fizeram acordo e não tô falando nada demais. Mas o Zema tem procurado apoio, foi lá no presidente Lula, inclusive pedir apoio, por meio de um deputado federal, foi negado. Não sei a conversa com o Aécio, mas acho que são mais próximos, até porque o PSDB tem secretaria no governo Zema. Não o conheço, não tenho nada a falar dele, porque não o conheço”, afirma.
Recuperação fiscal
Sobre a dívida mineira com a União e qual caminho tentaria seguir com o projeto de recuperação fiscal junto à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Kalil aponta que o governo, quando assumiu, devia cerca de R$ 100 bilhões. Atualmente, segundo ele, deve R$ 159 bi. Aumentou a dívida em 59% em quatro anos. Regime de recuperação fiscal é feito no bom senso, aproveitando inclusive a proximidade com o presidente da República, que é o que eu quero fazer quando Lula for eleito. Temos de ir lá e avisar, olha, temos de tirar a saúde desse brinquedo que já está desmantelada, estamos falando para a 8ª economia do estado. O pessoal de Ipatinga tem que entender que é a 10ª cidade e 8ª economia, não vive a realidade de Minas Gerais na saúde, tá? Não tem remédio na farmácia de Minas, Ipatinga tem uma prefeitura robusta, que teve grandes prefeitos do PT, acho que o Ferramenta (Chico) foi um, e teve péssimos prefeitos do PT e isso quer dizer que não é a sigla que faz o governo e eu sou do PSD, nem do PT eu sou”.
Os possíveis impactos para servidores públicos têm sido questionados nesse regime de recuperação, por parte de deputados e dos próprios trabalhadores, assim como por Kalil. Temos a Polícia Militar com sete anos de defasagem de salário, se esse regime for aprovado do jeito que o governador quer, ela vai ficar mais 16 anos sem recomposição salarial, vamos ficar com 11 hospitais regionais que ele pegou abandonados e continuam abandonados, oficialmente abandonados, não vamos poder contratar médicos, isso é o que eu quero que a população entenda, esse regime cruel de estado mínimo que estão tentando aprovar na caneta”, frisa.
Segurança
Num cenário em que há reclamação sobre o efetivo das polícias, Civil e Militar, o pré-candidato informa que Zema mandou para a ALMG um projeto, em combinado com a polícia, de 40% de aumento. A ALMG aprovou. Se o Executivo mandou para o Legislativo, a polícia se deu por satisfeita porque foi um combinado. O governador não cumpriu. O que o funcionalismo público quer é mesa para conversar, mas com o governador. E eu não sou uma aventura, fui prefeito de Belo Horizonte e reeleito no primeiro turno como mais votado da história. E então não posso ter sido um péssimo e ter tido a maior votação. Mas como eu fazia? Mostrava números para o funcionalismo, se pode dar, não tem porque não dar e se não pode, não tem como. Mas o pior que isso tudo... Não pode prometer”, ensina.
O pobre e Lula
Para Kalil, dentro do cenário político atual, o importante é votar em Lula. Quem põe pobreza no orçamento é quem tem coração. Foi o que fizemos na prefeitura, distribuindo 6 milhões de cestas básicas, 15 milhões de refeições, kits de higiene. Cuidar de gente é para quem tem coração, queremos que o povo tome cerveja, coma carne, que vá para Guarapari, Marataízes, Rio de Janeiro, tire suas férias do comércio, Usiminas, seja onde for. Porque isso não é um sonho, já tivemos, mas nos foi tirado por esses bilionários da Fiemg, que só pensam neles, triplicando fortunas e por esse governo que matou tanta gente por abandonar o povo pobre, abandonou esse povo que está precisando tanto. Precisando do empresário, quem gera receita é o comerciante, o prestador de serviço, temos de ter muito cuidado com esse empresário, como tivemos em Belo Horizonte”, recorda.
Tem gente sem comer, tem gente na fila do osso
Em anos anteriores, os mineiros escutaram dos gestores termos como choque de gestão”, desburocratização
” e até mesmo em vender ou arrendar a Cidade Administrativa, o que Kalil classifica como falta de capacidade.
Isso é para quem não sabe fazer, privatizar e arrendar, fazer tic toc - que não interessa a ninguém -, tem gente passando fome. Tem gente que não tem o que comer, estão na fila para comprar osso para engrossar o feijão. Só falam em privatizar, porque não falam em duplicar estrada? Porque não falam em acabar os hospitais inacabados? Fica aqui sentado fazendo almoço na Fiemg, bajulado por quatro ou cinco bilionários, mamando nessa teta gorda que é o estado de Minas Gerais, enquanto a maioria desse povo de Belo Horizonte, de Ipatinga, de Uberlândia, Juiz de Fora, está passando fome e está todo mundo ignorando isso”, confronta Kalil.
Pouca vontade política para conclusão de obras
Sobre a distinta realidade dos lados mineiro e capixaba da BR-262, Kalil avalia que falta vontade política e competência do lado de Minas Gerais. O Casagrande (Renato, governador do ES) é um cara competente, que cuida dos outros, entende o que é pobre, tanto está apoiando o presidente Lula. O Espírito Santo, que foi o estado mais pobre do Sudeste, está dando um baile. Porque antigamente a gente saía para São Paulo e via uma diferença, hoje não. Até o Espírito Santo tem estrada e isso é saber fazer”, ressalta.
BR-381
Para Kalil, não existe concessão sem antes arrumar a estrada. Tô avisando pra ele, mas concessão de estrada, como foi feito na Fernão Dias, primeiro é arrumada, depois concedida. Não tenho dúvida que faltou vontade política sobre a obra da 381, mas não tivemos um governo federal alinhado, tivemos um muito ruim, que foi o do Fernando Pimentel (PT) e depois Zema e Bolsonaro. Se eu fosse governador não queria Bolsonaro para tomar cerveja, queria para arrumar minha estrada, fazer a 381. Olha, ele fez pedra fundamental com Bolsonaro aqui em Minas de uma rodovia que não entrou no orçamento. Ora, como um governador admite um negócio desse? Aquela cadeira tem peso, está vazia, tem quatro anos que está vazia”.
Agenda no Vale do Aço
Sobre vir ao Vale do Aço nesta campanha, Kalil destaca o que o Diário do Aço divulgou. Estamos querendo levar o Lula aí, Ipatinga é uma região muito importante para Minas Gerais, Lula e Kalil querem priorizar o Vale do Aço. Vamos sim. O que peço é cuidado, vamos pensar, tem tempo ainda, vamos ver números, não falo que fulano é feio, bobo, falo que não fez, não sabe fazer e não fará nos próximos quatro anos. Tem uma cadeira vazia, o que estou pedindo é licença para que ali tenha um governador que tenha coração, humanidade, empatia de saber o que o povo e o empresário estão passando”, pede.
Por fim, deixou uma mensagem para o leitor do Diário do Aço: Não estou falando que sou melhor que ninguém, não falo de jeito nenhum, quero dar uma oportunidade ao povo mineiro, ao povo pobre do Vale do Aço, de votar no que achar melhor, não podemos votar por comodidade. O que peço é que olhe para os dois do mesmo jeito, sem preconceito, sem clubismo, porque sei que essa região aí pega fogo. Mas olha, quem precisa de médico é atleticano e cruzeirense, assim como infraestrutura. Sou atleticano apaixonado, mas na hora de ser governador, vai ser como fui prefeito, de todos”, conclui.
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Guima
14 de julho, 2022 | 09:34Depois que o PT fez em .umas com Pimentel e no Brasil com o Mensalão, Petrolão, Triplex , Sítio Atibaia etc. Será que uma pessoa normal ainda iria votar num desequilibrado como este Karil apoiado pelo PT em vez de um gestor honrado como o Zema?”
Tião Aranha
13 de julho, 2022 | 23:57Nesta história do bem entre o mal, o homem só consegue ser sujeito transformador de sua história em si é no fazer-se fazendo. Se o homem tá lá em cima foi porque ele fez por merecer. O resto é só inveja. Risos.”
Z
13 de julho, 2022 | 21:52Novo de novo”
Jorge
13 de julho, 2022 | 21:07Pode continuar vazia, como eleger um Zé ninguém?”
Diplomata
13 de julho, 2022 | 20:43Com um cara desse no governo de minas aí que a vaca vai pro brejo mesmo , aliado de ladrão , tbm e ladrão”
Viewer
13 de julho, 2022 | 20:42Que coleção de mentiras e desinformação.
Esse merece o ostracismo político o quanto antes”