Alex Ferreira
Queda nos preços dos combustíveis, com o corte de impostos federais já representa um alívio, falta o corte do ICMS ainda
Motoristas que foram abastecer nesta quarta-feira (29), em Ipatinga, tiveram uma surpresa. Os preços dos combustíveis estão menores. O estabelecimento de um teto de 17% para a cobrança do ICMS e o corte de impostos federais sobre itens essenciais, dentre eles os derivados, já surtem efeito e surpreende.
A gasolina comum, que começou a semana custando R$ 7,79 em um posto no bairro Veneza, em Ipatinga, nesta quarta-feira custava R$ 7,39, uma redução de R$ 0,40.
A gasolina aditivada (Grid - vendida nos postos Petrobras), caiu de R$ 7,91 para R$ 7,51. A diferença, nesse caso, também é de 40 centavos.
E até o etanol teve redução no preço, de R$ 5,19 para R$ 4,98. O biocombustível finalmente volta a ser competitivo e uma alternativa para encher o tanque.
Entretanto, o diesel S10, permanece com o preço inalterado: R$ 7,74, mesma situação do diesel comum, que era vendido nesta quarta-feira a R$ 7,54.
A queda nos preços, informa um revendedor à reportagem do Diário do Aço, é decorrente do desconto na parcela dos impostos federais, que foram zerados pela mesma lei que estabeleceu teto para a alíquota do ICMS nos combustíveis.
O desconto ainda é gradual, já que o repasse depende dos estoques das distribuidoras. O governo federal, entretanto, quer pressa para que os cortes sejam repassados aos preços dos combustíveis.
O governo zerou as alíquotas de PIS/Cofins e Cide, que somavam R$ 0,69 por litro na gasolina, ou 9,3% do preço recorde atingido pelo combustível na semana passada.