Divulgação
Caso é investigado pela Delegacia da PC em Araxá, empregados estão presos e patrão foragido
A Polícia Civil de Araxá investiga um caso em que dois indivíduos, suspeitos de furtar um carregador de bateria de uma empresa, foram torturados com choques elétricos.
Os acusados de envolvimento no caso são o proprietário de uma fábrica de pisos e dois funcionários. Uma das vítimas, um indivíduo de 31 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu.
Conforme divulgado pela Polícia Civil, o crime foi praticado na noite dessa segunda-feira (27), por volta das 22h. Os dois funcionários da empresa foram presos em flagrante e o empresário está foragido.
O caso veio à tona quando a Polícia Militar foi acionada a comparecer na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araxá, com a informação que dois homens deram entrada com lesões e queimaduras e um deles já chegou sem vida. Os próprios funcionários da empresa, que confessaram envolvimento na tortura, socorreram as vítimas.
O homem de 37 anos afirmou em depoimento aos policiais militares que ele e o amigo, Dione Rodrigues de Jesus, de 31 anos, foram abordados por três homens em um veículo e levados para um galpão, onde teriam sido torturados com choque da rede elétrica.
O trio que os prendeu e torturou queria que os dois dessem conta de um carregador de bateria que teria sido furtado.
Já os dois homens presos disseram que foram chamados pelo patrão para “dar um susto nas vítimas”, pois o empresário desconfiava que a dupla teria furtado o carregador de bateria automotiva.
O caso ainda está sob investigação e a PCMG ainda não divulgou se os dois homens torturados tinham realmente envolvimento com o furto do carregador.