Bebê de sete meses morre em escolinha infantil no Iguaçu, em Ipatinga

25/06/2022 às 07:21
Arquivo/Polícia Civil
As duas mulheres, funcionária e uma das proprietárias da escolinha, foram encaminhadas para a delegacia de Ipatinga

Duas mulheres, a proprietária de uma escolinha infantil e a funcionária, foram encaminhadas para o plantão da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, em Ipatinga. A condução delas se deu depois da descoberta da morte de um bebê de apenas sete meses no estabelecimento localizado na rua Turfa, no bairro Iguaçu, em Ipatinga, no fim da tarde de sexta-feira (24).

O caso, registrado pela Polícia Militar como "abandono de incapaz", foi descoberto depois que o médico do SAMU acionou a PM para relatar sobre o ocorrido. A equipe foi acionada por volta das 17h para atendimento à uma criança sem sinais vitais. Os profissionais depararam com o bebê Davi Pimenta já em óbito, com princípio de rigidez cadavérica, com aparência de óbito há aproximadamente uma hora.

Mesmo diante da constatação, a equipe executou todos procedimentos na tentativa de reanimar a criança por algum tempo, porém sem sucesso. O médico verificou um pouco de secreção, que foi encontrada nas vias aéreas e possivelmente no pulmão. Ele não constatou sinais de restos de alimento, nenhum tipo de vômito e nem outro sinal.

A funcionária da escolinha, a jovem de 23 anos, responsável pela ala de bebês, disse que no quarto estavam cinco bebês entre cinco meses e um ano de idade. Ela contou à PM que Davi comeu papinha por volta de 11h e adormeceu por volta das 14h.

Segundo ela, o bebê tinha o hábito de dormir bastante, sendo que ela olhou ele por algumas vezes e não percebeu nada de anormal. Depois das 16h, sem precisar quando, percebeu que Davi ainda dormia e ao acordá-lo para tomar banho percebeu que não acordava e estava mole.

A jovem alegou que a criança estava roxa, tendo saído do quarto e pedido ajuda para uma das proprietárias da escola, uma mulher de 34 anos, pois ela tem curso de primeiros-socorros. A mulher tentou reanimar o pequeno Davi, enquanto outras funcionárias ligavam para o SAMU e para os pais do bebê.

A vítima, segundo informações da funcionária, teve sinais de gripe e por recomendação da família, mediante uma receita médica, o bebê foi medicado por duas semanas, porém já havia encerrada a medicação há aproximadamente uma semana, porém Davi ainda permanecia gripado.

Uma das proprietárias da escola disse aos policiais que auxilia no trabalho feito no berçário, porém, no momento em que Davi foi encontrado imóvel ela atendia a algumas pessoas, mostrando a escola. Ela alegou que entrou em contato com a mãe do bebê para informar que o filho estava passando mal e que também acionou o socorro.

O local e o bebê foram periciados pela Polícia Civil, que liberou a remoção do corpo do pequeno Davi para o Instituto Médico-Legal (IML) para exames de necropsia com o objetivo de determinar a causa da morte. A proprietária e a funcionária, com testemunhas, foram apresentadas ao plantão da Delegacia de Polícia Civil, que investiga o caso.
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