Governo fala em Auxílio Brasil de R$ 600 e vale-caminhoneiro de R$ 1.000

Guedes também defende que se dobre o valor do auxílio-gás, atualmente de R$ 53

24/06/2022 às 15:52
Wilson Dias / Agência Brasil
O Pix Caminhoneiro, de R$ 1.000, cobre a alta do preço do diesel, segundo o ministro da Economia Paulo Guedes; governo espera gastar R$ 20 bilhões em recursos

O valor do Auxílio Brasil poderá aumentar de R$ 400 para R$ 600. Além disso, o governo tem planos para lançar o Auxílio-Caminhoneiro de R$ 1.000, batizado de “Pix Caminhoneiro”, para cobrir a alta do preço do diesel, segundo o ministro da Economia Paulo Guedes. Pelas contas do governo, esse valor pode ajudar a diminuir em 20% o custo médio dos caminhoneiros por mês. As informações foram publicadas pelo site Uol/Folha na tarde desta sexta-feira (24).

Guedes também defende que se dobre o valor do auxílio-gás, atualmente de R$ 53. As ações devem custar R$ 29 bilhões e já estão sendo discutidas com os líderes dos partidos no Congresso.

O governo pretende colocar essas medidas no lugar da proposta que prevê a compensação financeira aos estados que zerarem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis até o fim do ano.

Para o ministério, a compensação do ICMS teria poucos benefícios no curto prazo e, com a troca, não seria preciso depender dos governadores para conseguir reduzir os preços dos combustíveis na bomba. Para a base do governo federal, os governadores estão judicializando a questão do ICMS e politizando o discurso.

O Ministério da Economia estima que o aumento do Auxílio Brasil teria um custo de R$ 22 bilhões para o Tesouro. Já o Auxílio-Caminhoneiro custaria R$ 5 bilhões.

Os recursos seriam cobertos por dividendos extraordinários a serem recebidos pela União de estatais, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Ao todo, considerando todas as estatais, o ministério espera que a União receba mais de R$ 20 bilhões em dividendos extraordinários.


O governo rebate as críticas de que as medidas, que terão validade só até 31 de dezembro, têm caráter eleitoreiro. Segundo o governo, ao debater no Congresso a ampliação de benefícios sociais, em meio a uma crise de fome no Brasil, a oposição teria pouco espaço para votar contra as medidas.
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