19 de junho, de 2022 | 15:45

Embarcação tomba e duas pessoas morrem no Lago de Furnas, em Capitólio

Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e Marinha do Brasil (MB) vão investigar o caso

Divulgação/CBMMG
Deslizamento de um bloco rochoso causou a morte de dez pessoas no dia 8 de janeiro deste ano, também em CapitólioDeslizamento de um bloco rochoso causou a morte de dez pessoas no dia 8 de janeiro deste ano, também em Capitólio

Duas pessoas morreram em um acidente marítimo registrado no início da noite deste sábado (18), por volta de 19h, no Lago de Furnas, em uma região conhecida como Cachoeirinha, no município de Capitólio, Minas Gerais.

Em nota publicada neste domingo (19), no Facebook, a Associação Pública dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Grande (AMEG)deu detalhes sobre o ocorrido.

Segundo a associação, uma lancha ocupada por 14 passageiros apresentou problemas mecânicos e pediu apoio a outra embarcação que estava nas proximidades, para que os passageiros fossem resgatados. Uma chalana, ocupada por 10 passageiros, foi ao encontro da embarcação, mas no momento do transbordo dos passageiros, a chalana não suportou o peso e virou. Dentre as vítimas que caíram na água, duas delas acabaram se afogando e vindo a óbito depois de não conseguirem sair debaixo da embarcação.

Vítimas

As vítimas foram identificadas como Izamara Pereira Messias, de 22 anos, natural de Machado (MG) e Lauro Xavier Berbel Júnior, de 62 anos, natural de Penápolis (SP).

Os marinheiros chegaram a tentar reanimar as duas vítimas até que o SAMU chegasse, mas quando a equipe médica iniciou os trabalhos, elas já estavam sem vida. As outras vítimas sofreram apenas escoriações leves.

Marinha do Brasil

A Marinha do Brasil (MB) divulgou nota neste domingo. Disse que foi informada do acidente e que a Delegacia Fluvial de Furnas enviou, imediatamente, uma equipe de Busca e Salvamento (SAR) ao local para prestar o apoio necessário. A Marinha também lamentou o ocorrido e prestou solidariedade as famílias e amigos das vítimas. Declarou também que um inquérito será instaurado para apurar causas, circunstâncias e responsabilidades da ocorrência.

“Concluído o inquérito e cumpridas as formalidades legais, o mesmo será encaminhado ao Tribunal Marítimo, que fará a devida distribuição e autuação, o qual dará vista à Procuradoria Especial da Marinha para que adote as medidas previstas no Art. 42 da Lei n° 2.180/54”, esclareceu.

Polícia Civil vai investigar

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) declarou que foi acionada, que a perícia esteve no local e realizou os trabalhos iniciais. Informou também que os corpos de Izamara e Lauro foram analisados no posto médico-legal em Passos, neste domingo (19), e que já foram liberados aos familiares. A PCMG afirmou que também vai instaurar inquérito policial para investigar os fatos, e que o trabalho será realizado pela Delegacia de Polícia Civil em Piumhi. “Visando exaurir questionamentos e, paralelamente à investigação da Marinha, a Polícia Civil irá instaurar inquérito policial para investigar os fatos”, diz a nota.

Prefeitura e Associação

No texto publicado nas mídias sociais a AMEG informa que, logo após a ciência do acidente, o prefeito de Capitólio e integrantes da Secretaria Municipal de Saúde do município, estiveram presentes no local da ocorrência. Lá eles teriam prestado auxílio às vítimas e acompanhado os trabalhos do SAMU, Marinha do Brasil e da Perícia Técnica da Polícia Civil.

O prefeito de Capitólio, Cristiano Geraldo da Silva, lamentou o acidente. "Nosso respeito as famílias enlutadas neste acidente. Temos trabalhado constantemente para aumentar a segurança na região. Todas as embarcações são obrigadas a fornecer coletes salva-vidas em número suficiente para todos os passageiros e tripulação", pontuou o prefeito.

A AMEG também se manifestou. “Em nome de todos os municípios que compõem a AMEG nos solidarizamos com familiares e amigos das vítimas fatais bem como àqueles que escaparam ilesos deste lamentável acidente e reafirmamos o compromisso de todos os gestores municipais da região bem como da Marinha do Brasil, sediada em Furnas, de garantir a navegabilidade segura para todos no nosso Mar de Minas", concluiu o presidente da AMEG e prefeito de Carmo do Rio Claro, Filipe Carielo.
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Comentários

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José Roberto de Paulo

19 de junho, 2022 | 21:45

“Só acho que o proprietário da Chalaça, deveria indenizar as família por falta de responsabilidade.
Sou de Ipatinga mas moro em Capitólio.
Aqui tudo gira lucros em cima de turista e tudo muito caro.”

Gilberto Spite

19 de junho, 2022 | 19:37

“Mais uma vez o despreparo, a ganância e a inoperância das pessoas e entidades, instituições envolvidas no turismo local fica evidente.
Só explorar meio ambiente trás suas consequências danosas a sociedade e pessoas.”

Alex

19 de junho, 2022 | 18:51

“Coletes salva vidas não seria obrigatório para embarcar em uma lancha ou chalana?”

Gildázio Garcia Vitor

19 de junho, 2022 | 17:34

“De novo?! Um lugar lindo e tão importante para o turismo e para a economia locais, deveria trabalhar com mais profissionalismo e fiscalização rígida pelo Executivo e Judiciário. Esse tipo de tragédia não pode ser posto na conta do "Herrar é Umano".”

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