09 de junho, de 2022 | 14:02

Investir na educação com foco em impacto social é investir no futuro e na qualidade de vida

Gustavo Fuga *

Enfrentamos grandes desafios. A população mundial aumentará em mais de 2 bilhões de pessoas até o ano 2050, segundo o relatório das Nações Unidas, e devemos ser capazes de garantir melhores condições de vida, especialmente nos países em desenvolvimento. Este quadro nos leva à urgência de proporcionar uma educação adequada para que as novas gerações possam se integrar a mercados em rápida transformação. Além disso, a automação e as mudanças tecnológicas podem dificultar ainda mais a oportunidade de emprego para aqueles trabalhadores com qualificação profissional básica.

Diante desse quadro, o conhecimento torna-se muito importante e é considerado um recurso indispensável. Afinal, é essa cultura do saber que influenciará na qualidade de vida futura de qualquer ser humano. Pois, quanto mais se conhece ou estuda algo, mais experiente a pessoa fica em determinada área.

Então, qual a relação entre educação, habilidades e mercado de trabalho? Os dispositivos tecnológicos estão cada vez mais presentes na sociedade, sendo usados não apenas para entretenimento, mas também para fins profissionais. A influência da tecnologia no mercado de trabalho tem exigido um novo comportamento profissional, em que as pessoas adotam ferramentas modernas como aliadas em suas atividades. Aqui entra a escalada das aptidões.

Desenvolvimento de competências significa adquirir o conhecimento e dominar as habilidades necessárias para desempenhar o seu papel -- seja para a função atual, para um cargo que se espera ocupar no futuro ou mesmo para se preparar para entrar no mercado de trabalho. Neste aspecto, ter o conhecimento de um outro idioma fará toda a diferença.

“A influência da tecnologia no
mercado de trabalho tem exigido
um novo comportamento profissional”


Ao dominar uma segunda língua, também aumenta-se consideravelmente o networking profissional, já que poderá se comunicar com pessoas estrangeiras que atuam na mesma área, pois as fronteiras deixaram de existir no mundo digital global. Além de aumentar o conhecimento, conhecer essas pessoas pode, inclusive, render boas indicações de trabalho e carreira para um futuro não tão distante.

Então, como a população, principalmente os jovens, pode ter acesso ao ensino do idioma inglês com qualidade? Em um país que ocupa o 2º lugar no ranking mundial em número de escolas de inglês, perdendo apenas para China, o cenário parece promissor. Mas, não é! Apesar da alta concentração do setor, menos de 5% da população brasileira é fluente no idioma e quando olhamos para as classes C, D e E, esse percentual cai de forma perigosa.

Então, é preciso empreender na área da educação de idiomas visando o impacto que este conhecimento gerará na vida futura da população. E inovar em um nicho que vem sendo explorado há muito tempo sem gerar resultado de fato, exige esforço e “pensar fora da caixa”. Ou seja, empreender para gerar impacto social.

“Com a pandemia e a necessidade
de inovação na área de ensino, o
setor educacional cresceu em torno
de 3,5% apenas em 2020”


Levando em consideração o cenário educacional brasileiro, alguns dos maiores desafios de se empreender atualmente neste setor está na falta de investimento público e o baixo incentivo governamental para iniciativas de impacto social, fato que fica nítido quando se observa o crescimento contínuo porém não significativo quando comparado a de outros países. Em relação ao cenário internacional, o que se observa é que existem grandes iniciativas em torno dos nichos de impacto social e educação. Muitas destas iniciativas ainda em estágio inicial, mas que encontraram dentro do ecossistema empreendedor um espaço em constante expansão.

O brasileiro sempre foi muito criativo na hora de empreender e buscar soluções nas crises econômicas, tanto que atualmente estamos entre os 10 maiores países em número de empreendedores. Sendo assim, com o surgimento da pandemia e a necessidade de inovação dentro da área de ensino de forma inclusiva, observamos que o setor educacional, por exemplo, cresceu em torno de 3,5% apenas em 2020.

Em suma, esse aumento se deve pela necessidade do mercado de oferecer soluções inclusivas na educação e a consequente abertura do segmento para empreendedores inovadores. Logo, o que podemos observar é que esse nicho tem ficado cada vez mais em evidência e as tendências apontam que a procura do empreendedor pelo setor educacional só tende a crescer.

* Founder e CEO da 4YOU2, edtech de impacto social para a democratização do ensino do idioma inglês

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Tião Aranha

09 de junho, 2022 | 15:03

“O problema está em aumentar o mercado residencial com o mercado corporativo. A Questão está na capacidade de processamento. A velocidade de conexão vai depender do aumento do número de transistores versus o aumento de neurônios; tal qual num computador, num país que 65 por cento dos jovens fogem do debate político a missão é quase impossível tendo o centrão no comando do poder. País sem futuro. Risos.”

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