24 de maio, de 2022 | 10:00
Moradores recebem água suja e com mau cheiro no Santa Teresinha II
Os moradores da rua João Teófilo Toledo, no bairro Santa Terezinha II, em Coronel Fabriciano, passaram o fim de semana e iniciaram a segunda-feira (23), recebendo da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) uma água imprópria para o consumo, escura e com mau cheiro. Em resposta, a companhia informou que o problema ocorreu em função de reparos na rede de distribuição. O líquido chegava à caixa dágua dos moradores sujo e com odor. Ao abrir as torneiras das pias e chuveiros, a população foi surpreendida com a água turva, como mostram as imagens compartilhadas em mídias sociais.
A técnica contábil Denise Mendes, por exemplo, passou o fim de semana comprando água para que ela, o marido e a filha de 1 ano e 3 meses consumissem e ficou esperando que algum técnico da companhia comparecesse para resolver o problema. Todas as vezes que solicitei nem vieram ver, liguei pelo menos três vezes”, relatou a moradora.
Denise se preocupa, pois mora no local há pouco tempo e já notou que o problema é recorrente. Eles não falam o que é, não dão uma explicação. É um mau cheiro terrível, parece que o esgoto invade a rede potável de água”, expôs.
Transtorno
A água é um item básico e essencial na rotina diária de uma pessoa. Ficar sem o abastecimento ou receber o líquido impróprio para consumo compromete e prejudica os hábitos de uma família, como aconteceu na casa da Denise. Ficamos sem banho. O chão do meu banheiro secou e se formou um pó, semelhante ao pó de minério, mesma coisa”, lamentou.
A moradora compartilhou com a reportagem do Diário do Aço que, coincidentemente, a filhinha dela, que tem pouco mais de um ano, acabou passando mal nos últimos dias. Vômito, diarreia. Como ela é mais frágil eu não descarto essa realidade (que a água pode ter feito mal à filha)”, dividiu a angustia.
Direito
Para Denise, alguma medida precisa ser tomada, o quanto antes, para que os moradores recebam água de qualidade nos imóveis. Alguma coisa tem que ser feita. Tem que ser resolvida, é o nosso direito. Senão vai continuar assim por muito tempo”, reivindicou.
Paliativo
Até a manhã desta segunda-feira (23), a água da casa da Denise e dos vizinhos que não têm poços artesianos ainda chegava suja. A solução encontrada temporariamente pela técnica para tentar resolver o problema foi instalar um filtro. Deu uma melhorada, cerca de 80%, mas ainda está um pouco turva”, disse a moradora.
Pagamento
A técnica acha injusto ter que pagar por algo que nem conseguiu usar. O relógio continuou rodando. Teremos abatimento no valor? Vamos pagar por essa água? A gente vai pagar por isso? Foi muita água sem condição de uso, até mesmo para molhar uma planta”, questionou.
Resposta
A reportagem do Diário do Aço apresentou os problemas relatados pela moradora à Copasa. Em nota, a companhia informou que a coloração da água foi provocada em razão de reparos na rede de distribuição. Nesses casos, quando do retorno do abastecimento, ocorre o desprendimento de partículas minerais que se acumulam nas paredes internas da tubulação que está presente naturalmente nas paredes das tubulações, podendo a água, em alguns pontos, apresentar coloração diferente”. A assessoria de Comunicação da Copasa declarou ainda que técnicos estiveram no local no sábado (21).
Confira a nota da Copasa na íntegra:
A Copasa informa que periodicamente é realizado o monitoramento da água produzida e distribuída em Coronel Fabriciano. Esse monitoramento consiste na coleta de amostras na saída de tratamento e em toda a abrangência do sistema de distribuição, possibilitando assim estabelecer o controle de qualidade da água produzida e distribuída, conforme preconiza o Ministério da Saúde.
Com relação à reclamação em relação à coloração na água, relatada pelos moradores da rua João Teófilo Toledo, no bairro Santa Terezinha II, a Copasa informa que a ocorrência se deu em razão de reparos na rede de distribuição, onde foram realizadas manobras para interrupção da distribuição de água.
Nesses casos, quando do retorno do abastecimento, ocorre o desprendimento de partículas minerais que se acumulam nas paredes internas da tubulação que está presente naturalmente nas paredes das tubulações, podendo a água, em alguns pontos, apresentar coloração diferente.
Porém, a companhia informa que as condições são momentâneas e rapidamente as características habituais de coloração da água são restabelecidas. Além disso, a qualidade da água não é comprometida em razão da diferença na coloração.
Técnicos da Copasa estiveram na localidade, no último sábado (21), e realizaram os serviços de descarga na rede de distribuição, sendo verificado o retorno da normalidade nas condições da água.
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