21 de maio, de 2022 | 07:00

Jovens precisam ser incentivados a gostar de leitura, ensina professor

Os educadores são unânimes: a leitura é um hábito que faz bem ao desenvolvimento infantil e dos jovens. No entanto, nem sempre é fácil despertar esse interesse nos mais jovens, por isso, pais e professores sempre buscam novas maneiras de engajar os “leitores mirins”.

Cristiano Machado/Imprensa-MG
Incentivar o hábito da leitura entre os jovens é um dos grandes desafios do atual ''mundo digital''Incentivar o hábito da leitura entre os jovens é um dos grandes desafios do atual ''mundo digital''
Os números têm indicado queda de obras lidas por crianças e adolescentes. De acordo com a última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pela Fundação Pró-Livro, Itaú Cultura e pelo Ibope Inteligência, em 2019, 31% da população nunca compraram um livro. Segundo a última pesquisa feita pelo IPL (Instituto Pró-Livro) em parceria com a Abrelivros, a Câmara Brasileira de Livros e o Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), na primeira faixa etária (crianças entre 5 e 10 anos), houve um aumento de 23%, que têm hábito de leitura frequente.

Mas qual é o “segredo” para chamar a atenção desse público e tornar as crianças e jovens “apaixonados” por livros? “No mundo digital de hoje, pode ser difícil fazer com que a criança ou o jovem se sinta e se concentre por 20 ou 30 minutos para ler”, avalia o professor de literatura Alencar Schueroff, docente da plataforma on-line de ensino Professor Ferretto. No entanto, na visão do professor, nem tudo “está perdido”, e é possível, sim, ajudar o público mais jovem a adotar o hábito de ler, seguindo algumas dicas simples:

Leitura digital
Ainda que crianças e jovens venham passando mais tempo à frente de celulares, tablets e computadores, essas ferramentas podem ser usadas a favor da leitura. “Os eletrônicos podem ser o pontapé inicial para o interesse pela leitura. Para minha ‘surpresa’, tenho 20 mil seguidores no meu Instagram, onde falo sobre literatura e tento levar esse universo aos alunos. E na internet, há materiais para facilitar o acesso aos livros”, comenta o professor.

Quadrinhos
Outra dica é utilizar os gibis - como são popularmente chamadas as histórias em quadrinhos -, também, como “porta de entrada” para a literatura. De acordo com Retratos da Leitura no Brasil, os quadrinhos figuram entre os estilos literários preferidos entre as crianças e os pré-adolescentes. “Isso permite que clássicos sejam adaptados para o estilo e lidos mais facilmente”, sugere o professor.

Literatura de nicho
Os jovens não costumam gostar de ler livros extensos com uma linguagem distante da atual. Identificar uma leitura de nicho, algum tema que dialogue com o público, também, pode ajudar bastante. Isso porque, ao indicar ou apresentar livros que não vão ao encontro da maturidade de determinada turma de alunos, a escola - ou os pais - os afasta da literatura. “Contos, livros de poesia, ficção e aventura costumam ter grande apelo entre os leitores mais jovens”, recomenda o professor.

Dar o exemplo
Ler por “exigência escolar” muitas vezes é a maior motivação das crianças e adolescentes para abrir e ler um livro até o final. Tanto os professores quanto os pais devem dar o exemplo, não somente orientando sobre a leitura e apresentado livros, como eles mesmos inserindo o hábito de ler em suas rotinas. “Estar sempre com a leitura em dia ou mostrar que está lendo algo influencia mais as crianças do que, simplesmente, pedir que elas leiam”, conclui o professor de literatura.
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