13 de maio, de 2022 | 09:00

Cerca de 115 mil pessoas procuravam trabalho no Vale do Rio Doce no último trimestre de 2021

Taxa de Desocupação era de 10,2%; População subutilizada, que inclui desocupados, subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial, somava 344 mil pessoas

Divulgação
Mais de 344 mil pessoas procuravam emprego em 128 municípios do Vale do Rio Doce Mais de 344 mil pessoas procuravam emprego em 128 municípios do Vale do Rio Doce

Com a divulgação dos resultados do último trimestre de 2021 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNAD Contínua Trimestral), por estratos geográficos, pelo IBGE, o Observatório das Metropolizações Vale do Aço, instalado no IFMG Ipatinga, consolidou os dados de desemprego do último trimestre (outubro a dezembro) do ano passado. O levantamento também marca o início da parceria do Observatório com a Prefeitura de Ipatinga, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo e da Secretaria Municipal de Planejamento.

No total, cerca de 115 mil pessoas procuravam trabalho nos municípios do Vale do Rio Doce, no período, o que fez a taxa de desemprego recuar de 13,9% (julho a setembro) para 10,2% (outubro a dezembro). Já a taxa composta de subutilização da força de trabalho, que inclui pessoas sem ocupação (desocupados), pessoas que trabalham menos horas por semana do que gostariam (subocupados por insuficiência de horas trabalhadas) e a força de trabalho potencial (pessoas de 14 anos ou mais que não estavam ocupadas nem desocupadas, mas possuíam potencial de se transformarem em força de trabalho), caiu de 30,5% no trimestre móvel encerrado em setembro para 27,9% no trimestre móvel terminado em dezembro, totalizando 344.000 pessoas.

Os dados foram tabulados pelo geógrafo William Passos, especialista em estatística pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE), do IBGE, e doutorando em Desenvolvimento Regional, pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR/UFRJ).

Região

Os números são do estrato geográfico denominado pelo IBGE como Vale do Rio Doce. Para o Instituto, pertencem a este estrato geográfico um conjunto de 128 municípios, que incluem toda a Região Metropolitana do Vale do Aço e seu Colar Metropolitano e do Vale do Rio Doce e Leste de Minas.

No trimestre encerrado em dezembro de 2021, os 128 municípios do Vale do Rio Doce somavam ainda 1.827.000 pessoas em idade de trabalhar (acima de 15 anos), com 1.131.000 pessoas dentro da força de trabalho e 696.000 trabalhadores fora do mercado de trabalho. Do total de 1.016.000 trabalhadores ocupados (89,8% da força de trabalho), 509.000 estavam empregados no setor privado, sendo 354.000 com carteira assinada e 155.000 sem carteira assinada, isto é, na condição de informais. Com isso, somente o setor privado, excluindo os trabalhadores autônomos sem formalização, registrou uma taxa de informalidade de 30,5% nos municípios do Vale do Rio Doce de Minas Gerais.

Já os ocupados não empregados nem no setor público nem no setor privado, categoria que inclui os trabalhadores por conta própria, empregadores, trabalhadores domésticos e trabalhadores auxiliares familiares (aqueles que trabalhavam de graça para parentes, auxiliando familiares, mas sem receber remuneração), somavam 381.000 pessoas.

Público

O setor público dos 128 municípios do estrato geográfico, que inclui os servidores das prefeituras, do governo estadual e do governo federal, somava 126.000 trabalhadores, entre celetistas e estatutários.

Por trabalharem com metodologias diferentes, não é possível a comparação entre a PNAD Contínua Trimestral, calculada pelo IBGE, e os dados de empregos formais do Ministério do Trabalho e Previdência, divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e pela Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).

O geógrafo William Passos explica o levantamento, a partir da divulgação dos dados de desemprego no dia 4 de maio, pelo IBGE, foi o primeiro envolvendo municípios do interior do Brasil. “Com isso, o Observatório das Metropolizações Vale do Aço, possivelmente, destaca-se como sendo uma das primeiras fontes do interior do Brasil a divulgar estas informações, que são tão importantes para orientar as políticas públicas de geração de trabalho e renda. No caso das prefeituras da Região Metropolitana Expandida do Vale do Aço, isto é, Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo, Santana do Paraíso, Caratinga e Belo Oriente, estas políticas ganham uma importância adicional, já que se trata de um território em metropolização”, detalhou.


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