05 de abril, de 2022 | 09:00

Marcos Vinicius diz estar à altura da AMM e já ter ''demandas em sua mesa''

Reprodução
Prefeito de Coronel Fabriciano e secretário de Governo durante transmissão ao vivo realizada nesta segunda-feira Prefeito de Coronel Fabriciano e secretário de Governo durante transmissão ao vivo realizada nesta segunda-feira

O prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinicius Bizarro (PSDB), falou sobre a eleição da Associação Mineira de Municípios (AMM), durante transmissão ao vivo em suas mídias sociais, nesta segunda-feira (4). Ao lado do secretário municipal de Governo, Everton Campos, o presidente eleito da AMM disse que seu foco será trabalhar e que já recebeu duas demandas, antes mesmo de sua posse, que deve ocorrer em junho.

“Saímos de um processo eleitoral exitoso na AMM, pela primeira vez na história a entidade será presidida por representante do Leste de Minas. Modéstia à parte, estou à altura da AMM e sempre digo que quem conhece minha história, minha trajetória, antes de assumir aqui em 2017, eu já buscava e trabalhava o associativismo”, recordou.

Marcos Vinicius acrescenta que sua missão, desde quando assumiu o governo, é possibilitar ao povo de Coronel Fabriciano dignidade. “Porque o cidadão tinha vergonha de falar que era daqui. Hoje estamos fazendo esse trabalho de recuperação da cidadania. Tínhamos essa necessidade de ocupar o espaço no cenário estadual e nacional. Fui vice da AMM por cinco anos com o presidente Julvan Lacerda, maior municipalista que já passou por lá, fez história e espero estar no nível para dar continuidade ao belo trabalho”.

Trabalho

O presidente eleito recordou que até semana passada havia cinco chapas na disputa. Passado o processo eleitoral, Bizarro falou no trabalho que terá pela frente e assegurou que ser presidente da AMM é mais difícil que ser governador. “Porque você tem que sensibilizar os prefeitos que você é a melhor opção para representá-los. Galgamos espaço, mas não é só pegar, é pegar e fazer acontecer. Estou aqui agradecendo a todos os prefeitos, que vieram de todas as regiões de Minas Gerais e legitimaram o apoio”, salientou.

Conforme o prefeito de Fabriciano, seu trabalho de sensibilização teve embasamento nos cinco anos que esteve na associação. “Me considero um bom vice e estava na linha de sucessão, não que os outros não tivessem capacidade, mas no jogo da democracia existem regras e elas são respeitadas. Agora é trabalho, não basta ganhar, tem que trabalhar. É responsabilidade de conduzir 853 municípios. Já recebi duas demandas, e nem assumi ainda”, revelou.

Contestação

O processo de eleição por chapa única sofreu contestação judicial, a partir de uma ação movida pelo prefeito de Machado, no Sul de Minas, Maycon Willian da Silva (PSB), que era candidato a presidente pela chapa “Renovação Democrática”, cujo registro foi indeferido pela comissão eleitoral da AMM.

Maycon Willian alega que o processo eleitoral ocorreu sem transparência, com edital publicado faltando cinco dias para a eleição e, ainda assim, somente no site da AMM. Ele solicitou à Justiça o adiamento das eleições.

Sem plausibilidade

O procurador-geral do município de Coronel Fabriciano, Denner Franco Reis, afirma que a alegação não tem plausibilidade nenhuma, e pretende apenas judicializar questões políticas e internas. “A Constituição garante a liberdade de associação e essa liberdade impõe que o Judiciário deve se abster de decidir sobre questões internas, que devem ser resolvidas pelo estatuto e por meio de assembleia geral. Deve limitar-se em analisar os aspectos formais e tão somente quanto às normas estatutárias. O que ficou claro no inconformismo do prefeito de Machado é de insatisfação de uma chapa única, tendo em vista a retirada de candidatura do prefeito de Esmeraldas (Marcelo)”, destacou Denner.

O advogado acrescenta que o requerimento do prefeito de Machado foi uma tutela de urgência, uma liminar, para que a eleição fosse anulada e garantisse a inscrição da outra chapa. Entretanto, o prefeito em questão teria descumprido o estatuto e deixado de sanar sete irregularidades. “É direito de todo mundo acionar o Judiciário, mas percebo que não há plausibilidade do pedido, ainda mais numa eleição com recorde de votos e apoio ao prefeito Marcos Vinicius. Essa vontade demonstrada nas unas deve ser respeitada”, concluiu.
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