PF apreende mais de R$ 5 milhões e prende envolvido no ''cai-cai'' para os Estados Unidos

22/03/2022 às 15:20
Divulgação Polícia Federal
Os policiais federais cumpriram ordens judiciais em Sardoá e em Guanhães
A Polícia Federal deflagrou a Operação Policial “Fake Family”, com o objetivo de combater os crimes de promoção de migração ilegal nas cidades mineiras de Sardoá e Guanhães. Uma pessoa foi presa durante o cumprimento de ordens judiciais, nesta terça-feira (22). Os investigados falsificavam documentos para entrar nos Estados Unidos, no esquema conhecido como “cai-cai”.

A investigação teve origem em informações compartilhadas pela Polícia de Imigração dos Estados Unidos à Polícia Federal do Brasil e foi desenvolvida pela PF por meio da Força-Tarefa Especializada no Tráfico de Pessoas e o Contrabando de Migrantes.

Os criminosos teriam criado núcleos familiares inexistentes, utilizando-se para isso documentos púbicos falsificados. A investigação mostra que os envolvidos alteravam dados como datas de nascimento, filiações e outras informações com o fim de tentar facilitar o ingresso em solo estadunidense. A criação de falsas famílias (por isso o nome da Operação Fake Family) utilizava o golpe do “cai-cai” para tentar ludibriar as autoridades de migração do país de destino, fazendo crer que se tratava de famílias brasileiras verdadeiras que tentavam migrar acompanhadas de seus filhos menores de idade.

O nome “cai-cai” é o ato de atravessar a fronteira e entregar-se às autoridades. Na companhia de filhos ainda crianças, as famílias não são presas e permanecem em solo estadunidense trabalhando enquanto tramita o processo na Justiça.

A quadrilha também utilizava falsificações para viabilizar a viagem de menores de idade desacompanhados ou sem a autorização de ambos os genitores. Alguns pais e mães somente descobriam que seus filhos tinham deixado o país quando já haviam migrado ilegalmente, sem meios de revê-los ou visitá-los.

Apurou-se ainda que diversos viajantes foram vítimas dos contrabandistas, entregando-se à exploração da migração ilegal para os Estados Unidos e à falsificação de documentos.

A PF representou por quatro mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, todos expedidos pela Justiça Federal de Governador Valadares e cumpridos nas cidades Sardoá (três de busca e um de prisão) e Guanhães (um de busca). Houve também a determinação de bloqueio de mais de R$ 5 milhões e de apreensão e arresto de diversos veículos, imóveis, valores em espécie.





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