30 de janeiro, de 2022 | 07:00

Olho do dono

Fernando Rocha


Foi só a 1ª rodada do Campeonato Mineiro e, neste fim de semana todos voltam a campo, mas, de certa forma, já serviu para mostrar alguns sinais positivos e negativos das nossas principais equipes.

O América foi a Poços de Caldas com o time reserva mesclado com jovens da base. Não deu importância nenhuma à partida e sequer levou o treinador principal, Marquinhos Santos, que ficou em BH.

A Caldense, um clube estruturado e que é de montar boas equipes, não desperdiçou a oportunidade e deu um sacode merecido no Coelho, vencendo de 2 x 1.

No Independência, com o clima totalmente favorável, o Cruzeiro fez 3 x 0 com 70% de posse de bola na fraquíssima URT de Patos de Minas.

Claro, foi só o primeiro jogo e tem muito ainda a melhorar, mas o time comandado pelo técnico uruguaio Paulo Pezzolano mostrou organização e um esboço de padrão tático, que não se viu nas duas últimas temporadas.
O torcedor cruzeirense, que compareceu em bom número (mais de 7 mil pagantes), apesar do horário esdrúxulo da partida(17h), saiu satisfeito com o que viu.

O dono da SAF/Cruzeiro, Ronaldo Fenômeno, chegou cedo ao estádio, foi aplaudido pela torcida até antes da bola rolar e, depois, feliz com o resultado e a atuação do time, foi ao vestiário parabenizar a comissão técnica e os jogadores.

Só confirmou o velho ditado popular aqui dos nossos grotões: “o olho do dono é que engorda a boiada”.

Sem cornetagem

Em Nova Lima, Villa Nova e Atlético terminaram em 1 x 1, jogo fraco tecnicamente e prejudicado pela falta de entrosamento dos jogadores do Galo, mas, sobretudo, pelo péssimo gramado no “Alçapão do Bonfim”.
Melhor preparado fisicamente, o Villa Nova conseguiu impor uma marcação alta, que impediu a criação de jogadas pelo time alternativo do Atlético.

O “Leão” conseguiu, por intermédio do centroavante Thiago Mosquito, abrir o placar, aos 42 minutos do primeiro tempo, depois de uma falha bisonha da dupla de zaga alvinegra, Igor Rabelo e Vitor Mendes, contando com a colaboração do goleiro Rafael.

No segundo tempo, o técnico Turco Mohamed colocou Zaracho no lugar de Guilherme Castilho e Savarino no de Echaporã. Mas o time só melhorou um pouco na metade do 2º tempo, com a entrada do colombiano Dylan Borrero que, aos 43 minutos, fez um belo gol salvando o Galo da derrota.

Primeiro jogo do Galo após dez dias de treinamentos e utilizando um time reserva, então, não dá para cornetar e nem pegar pesado com ninguém, seja para criticar ou elogiar.

FIM DE PAPO

Na entrevista coletiva pós-jogo, o técnico Antonio “Turco” Mohamed pediu três semanas para escalar o time do Galo que considera ideal. No dia 12 próximo, tem o clássico contra o América, no Independência, pela 6ª rodada do Mineiro, quando se espera ver um time quase pronto para a primeira prova de fogo da temporada, a decisão da Supercopa da CBF contra o Flamengo, a princípio marcada para Brasília, mas podendo ainda mudar de local devido à proibição da presença de público nos estádios da capital federal.

O destaque dos times do interior, na 1ª rodada do Mineiro, foi o Athletic de São João del-Rei, que foi ao Parque do Sabiá e derrotou o Uberlândia por 1 x 0. Dois jogos terminaram empatados em 1 x 1, entre Tombense e Pouso Alegre, em Tombos; e entre Democrata e Patrocinense, em GV. Fora de campo, muita reclamação dos dirigentes por conta de erros grosseiros da arbitragem, além da desorganização e da falta de estrutura dos times do interior.

Um fato inusitado, que viralizou nas redes sociais, foi registrado no Estádio Mamud Abbas, o “Mamudão”, em Governador Valadares. O jogo entre Democrata e Patrocinense começou com 20 minutos de atraso e poderia ter sido adiado por falta de médico. O problema só foi solucionado porque um torcedor da Pantera, o médico Ramail Souza, deixou a arquibancada e se dirigiu até as autoridades da partida, no gramado, se oferecendo para ficar de plantão durante a partida. Desorganização pouca é bobagem!

Impressionante a boa vontade de alguns colegas de imprensa na capital com o Villa Nova. Todo mundo vendo que o gramado do “Alçapão do Bonfim” estava horrível, irregular, dificultando para os jogadores, mas os “passadores de pano” de uma rádio muito ouvida em BH diziam com a boca larga que o gramado estava “excelente” ou como “nunca visto antes”. Com o gramado nessa mesma condição, se o jogo fosse aqui no Ipatingão, o pau cantaria no nosso lombo e o assunto teria sido tratado de outra maneira.(Fecha o pano!)
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