Álbum pessoal
Olavo tinha 74 anos e não resistiu à covid-19
Informações publicadas em seu perfil oficial confirmaram, na noite desta segunda-feira (24) a morte do escritor, ex-astrólogo, direitista e guru, Olavo de Carvalho, aos 74 anos, em Richmond, na Virginia (EUA). A informação foi confirmada em uma nota de falecimento publicada no Twitter de Olavo.
Olavo já tinha saúde debilitada, com insuficiência cardíaca e renal aguda e infecção sistêmica e foi diagnosticado com a covid-19, há oito dias, e chegou a cancelar a transmissão de suas aulas online. O idoso fazia parte do grupo de risco para a doença. A causa da morte não foi divulgada pela familia ou equipe médica do hospital onde estava internado. A sua morte é atribuida a complicações causadas pela infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2.
Olavo deixa a esposa, Roxane, oito filhos e 18 netos. "A família agradece a todos os amigos as mensagens de solidariedade e pede orações pela alma do professor", afirma o comunicado.
Negacionista, Olavo de Carvalho afirmava que nunca existiu pandemia de covid e negava a ciência, diminuiu a gravidade da pandemia e da covid-19, chegou a chamar o coronavírus de “vírus chinês”.
Vários dos ministros dos primeiros anos do governo do presidente Jair Bolsonaro são seguidores das ideias de Olavo de Carvalho, chamado por eles de "professor". Na prática, Olavo dava aulas de filosofia pelo YouTube, embora não tivesse formação acadêmica na área.
A partir de 2020, Olavo de Carvalho começou a criticar o presidente da república e além dos desafetos que cultivava na esquerda, também passou a ter desafetos entre os bolsonaristas e esse ano já tinha afirmado que Bolsonaro tinha perdido a chance de se reeleger. Também passou a negar que disse amigo de Bolsonaro.
Em maio de 2020, ele escreveu: “O medo de um suposto vírus mortífero não passa de historinha de terror para acovardar a população e fazê-la aceitar a escravidão como um presente de Papai Noel.”
Em abril de 2020, o escritor disse: “Essa campanha para nos “proteger da pandemia” é o mais vasto e mais sórdido crime já cometido contra a espécie humana inteira.”
Por mais de uma vez escreveu: "Só um perfeito idiota pode imaginar que a disseminação do vírus chinês no mundo foi um acidente. Mas o Ocidente está repleto de perfeitos idiotas, diante dos quais os chineses têm um justificado senso de superioridade”.
Olavo também colocou em dúvida a mortalidade do coronavírus, que chamava de “mocoronga vírus”. “Dúvida cruel. O Vírus Mocoronga mata mesmo as pessoas ou só as ajuda a entrar nas estatísticas?”, disse.