Álbum pessoal
Ita Drumond, ao lado do marido, Raimundo Anício, falecido em julho de 2013, faria 102 anos em junho de 2022
Foi sepultado na tarde desta quinta-feira (20), no cemitério Parque Senhora da Paz, em Ipatinga, o corpo de Ita Drumond, que faleceu aos 101 anos no dia anterior. Durante toda a vida no município a pioneira esteve envolvida com trabalhos sociais. Ela era viúva do também pioneiro Raimundo Anício Alves, falecido em julho de 2013.
Ita nasceu em Santa Maria de Itabira, mas morava em Ipatinga desde 1953, casou-se com Raimundo em Hematita, no ano de 1943 e teve os filhos José Edélcio Drumond Alves, Geraldo Eder, Raimundo Eustáquio e Edilar.
Em 2020, quando completou 100 anos, Ita Drumond foi homenageada pelo projeto “Reconhecer”, da Estação Memória Zeza Souto, que prestava honrarias a pessoas que reconhecidamente fizeram alguma coisa para o município de Ipatinga, conforme
noticiado pelo jornal Diário do Aço à época.
Ao receber o reconhecimento, a pioneira afirmou que sua vinda para Ipatinga, quando a cidade ainda era uma pequena vila, foi “um tipo de aventura que deu certo”. Lembrou-se que, quando chegaram com os quatro filhos, a cidade carecia das mínimas condições de infraestrutura.
Dona Ita e o marido sempre realizaram trabalhos com a comunidade e disse que era uma “uma honra muito grande receber a homenagem”, uma das últimas que recebeu em vida.
“São muitas histórias para contar desde que viemos para Ipatinga, e, com o meu marido, acabei ajudando muita gente, o que foi um privilégio pra mim. Eu agradeço muito por esse reconhecimento a mim e ao meu falecido esposo”, afirmou dona Ita. (Com informações do arquivo do Diário do Aço e do historiador José Augusto de Moraes, autor do livro Ipatinga Cidade Jardim)