12 de janeiro, de 2022 | 13:50

Ipatinga registra alto índice de infestação do Aedes aegypti

Vila Celeste é o bairro de maior incidência 10,3%, seguido do Caravelas e Jardim Panorama com 9%

Divulgação
Índice é 6,1%, sendo que o ideal preconizado pela OMS é abaixo de 1%Índice é 6,1%, sendo que o ideal preconizado pela OMS é abaixo de 1%
O Departamento de Controle de Zoonoses e Endemias da Secretaria de Saúde de Ipatinga divulgou, nesta terça-feira (11), o primeiro Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2022, realizado entre os dias 3 a 7 de janeiro. O levantamento ajuda a mapear os locais com altos índices de infestação do mosquito e, consequentemente, alerta sobre os possíveis pontos de surto das arboviroses.

Foram vistoriadas casas, lotes vagos e prédios públicos para identificar potenciais focos de larvas do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e da chikungunya. O Levantamento apontou índice de infestação de 6,1% no município, acendendo o alerta sobre uma possível infestação do mosquito. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), abaixo de 1% é o ideal (baixo risco de infestação), de 1% a 3,9% é considerado médio risco e acima de 4% alto risco.

De acordo com o secretário de Saúde, Cléber de Faria, o Mapa da Dengue, como é chamado o LIRAa, é um instrumento fundamental para o controle do Aedes aegypti. “Com base nas informações coletadas o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas. O objetivo é que, com a realização do levantamento, nós tenhamos melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do vetor”, explicou.

Planejamento
De acordo com a Secretaria de Saúde, uma série de medidas já estão em andamento. A primeira é a intensificação do combate aos criadouros do mosquito, as ações também estão sendo programados para os bairros de maior incidência, além do reforço dos pulverizadores costais.

A gerente da Seção de Controle de Zoonoses, Eliane Garção, informa que a prevenção se completa com a eliminação de criadouros do mosquito: recipientes que possam acumular água devem ser eliminados, cobertos ou mantidos com a boca para baixo. Isso inclui ralos externos, calhas, caixas d’água, reservatório de água pluvial (chuva), prato de vasos de plantas e mesmo o reservatório de degelo da geladeira.

Situação por área
Segundo análise feita pelos técnicos do Centro de Controle de Zoonoses de Ipatinga, os indicadores estão muito acima do limite máximo recomendado pelas autoridades de Saúde. A vistoria revelou os bairros e regiões que apresentaram maiores índices de infestação: Vila Celeste é o bairro de maior incidência 10,3%, seguido do Caravelas e Jardim Panorama com 9%, Bom Jardim, Ferroviários, Horto, área industrial, região próxima à Usipa 8,9%; Imbaúbas, Bom Retiro, Bela Vista, Das Águas, Cariru, Castelo, Vila Ipanema, Centro, Novo Cruzeiro e Parque Ipanema, com 7,7%; Esperança e Ideal, com 6%, Limoeiro, Chácaras Madalena, Córrego Novo, Chácaras Oliveira e Barra Alegre com 5,8%, Veneza com 3,8%; Granjas Vagalume e Bethânia 3,4%; Canaã 3,3% e Cidade Nobre e Iguaçu com 1,9%

Serviços
Mais informações, dúvidas e denúncias podem ser feitas junto ao Centro de Controle de Zoonoses de Ipatinga, pelos telefones (31) 3829-8383 ou 3829-8313.

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