09 de janeiro, de 2022 | 12:00

A guerra não acabou

Rodrigo Felipe *

Responda com sinceridade: quantas vezes, desde março de 2020, você não se perguntou quando todo esse caos da Covid-19 vai passar em definitivo? Entra dia, sai dia, e a guerra sanitária que une a população mundial continua. As máscaras, os antissépticos, as luvas, as vacinas, os protocolos de prevenção de cada cidade do planeta são a munição contra algo que sequer conseguimos enxergar.

E o poder de proliferação do vírus é tão forte que fica até difícil trazer informações atualizadas. De acordo com o banco de dados da Our World In Data, uma organização sem fins lucrativos instalada no Reino Unido, só no dia 4 de janeiro foram registrados 2,6 milhões de novos casos em todo o mundo. Tomando os sete dias anteriores, mostra a estatística, a média foi de 1,7 milhão de casos por dia. A título de comparação, no início de dezembro passado, a média global estava em pouco mais de 600 mil novos casos diários.

Os pesquisadores que estão na linha de frente no combate contra a covid-19 atribuem esse aumento de quase 200% ao surgimento da variante ômicron, cuja origem é tão incerta quanto a escassez de conhecimento que se tem sobre essa cepa. Mas há mais com o que se preocupar além do ômicron. Cientistas franceses já identificaram uma nova variante, batizada de "IHu", que pode reforçar ainda mais o alerta global.

“Mas há mais com o que se
preocupar além do ômicron.
Cientistas franceses já
identificaram uma nova
variante, batizada de ‘IHu’”


Se é que podemos chamar isso de boa notícia, o número de casos de ômicron no Brasil ainda é pequeno diante do que vem sendo registrado em outras nações. Temos, portanto, o benefício - invejável, diga-se de passagem - de reforçar a proteção contra todas as variantes do vírus. Para isso, o Ministério da Saúde já reduziu de cinco para quatro meses o intervalo entre a 2ª dose e a dose de reforço, exatamente para que a população se resguarde contra a nova onda que muito provavelmente atingirá a população.

A dose de reforço poderá ser aplicada em qualquer pessoa com 18 anos ou mais e que tenha recebido as duas doses iniciais dentro do limite mínimo de 120 dias. E já há uma recomendação em forma de apelo para que a população que tomou somente a 1ª dose complete o ciclo da vacinação o mais rápido possível.

São os próprios dados da Our World In Data que mostram o tamanho do estrago da covid-19 em todo o planeta: desde que o vírus começou a se proliferar, no fim de 2019, houve 295 milhões de casos, dos quais 5,46 milhões resultaram em mortes. No Brasil, são 22,3 milhões de casos até o momento, com 620 mil perdas humanas.

São números que escancaram a realidade: a guerra ainda não terminou. Por isso, além das máscaras, das luvas, dos antissépticos e das vacinas, também precisaremos de mais uma arma. Ao que tudo indica, só vamos vencer o vírus e poder definitivamente tirar as máscaras quando a conscientização também entrar no front de batalha.

* Presidente do Grupo First, responsável pela You Saúde.

Obs: Artigos assinados não reproduzem, necessariamente, a opinião do jornal Diário do Aço
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Javé - do Outro Lado do Mundo

09 de janeiro, 2022 | 14:46

“Tem um contingente bastante alto de pessoas que resistem em tomar a primeira dose da vacina, eu mesmo conheço várias, não sabendo que ao todo são 17 variantes diferentes do coronavirus.”

Envie seu Comentário