09 de janeiro, de 2022 | 09:30

Mercado imobiliário deve se manter aquecido em 2022, afirma corretora

Arquivo pessoal
Jéssica Keller informou que durante a pandemia houve um aumento na procura por casas maiores ou com quintal Jéssica Keller informou que durante a pandemia houve um aumento na procura por casas maiores ou com quintal
(Tiago Araújo - Repórter do Diário do Aço)

A chegada de um novo ano pode ser uma oportunidade para realizar novos planos e projetos, dentre eles, a compra do próprio imóvel. No ano passado, o mercado imobiliário se manteve aquecido, apesar da crise provocada pela pandemia de covid-19, da alta de juros e do aumento do preço de materiais de construção. Para esse ano, a expectativa é que as vendas de moradias continuem em alta. A informação é da corretora de imóveis Jéssica Keller, que atua em Ipatinga, em entrevista ao Diário do Aço. A profissional também apontou dicas para as pessoas que vão adquirir seu imóvel neste ano.

O último relatório divulgado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) aponta que foram comercializadas 108.909 unidades entre janeiro e setembro de 2021, ou seja, este acumulado representa uma alta de 10,9% em relação aos nove meses de 2020. Já no acumulado dos últimos 12 meses, encerrados em setembro de 2021, as 149.292 unidades comercializadas pelas incorporadoras contribuíram para um acréscimo de 16,8% nas vendas sobre o intervalo anterior.

Aumento na procura

Conforme Jéssica Keller, durante a pandemia de covid-19, ela percebeu que houve um aumento do número de compras de moradias, que continua até então. “Devido às restrições de sair de casa durante a pandemia, ouvi muitos clientes relatarem que se sentiram ‘presos’ e sem muito espaço em seus imóveis, tendo necessidade de procurar por novas moradias, que fossem maiores ou com um quintal. Observei também um grande aumento na compra de imóveis por brasileiros que moram no exterior. A necessidade e a segurança de investimento no país de origem vêm sendo uma grande preocupação dessas pessoas que moram fora”, informou.

Tendência

A corretora de imóveis ainda fez uma avaliação da tendência no mercado imobiliário atualmente e que deve se manter ao longo deste ano. “A procura maior hoje é por casas, principalmente, por aquelas que têm quintal. Aumentaram também as procuras por lotes ou casas já prontas em condomínios fechados, que oferecem uma área de lazer e mais segurança, principalmente para as crianças, que tiveram por um bom tempo o seu calendário escolar alterado. As vendas de apartamentos com um metro quadrado maior também cresceram durante esse período”, detalhou.

Dicas

Para aquelas pessoas que desejam financiar um imóvel neste ano, a corretora apontou dicas que podem contribuir para esse momento. “A principal e mais importante é sempre manter um CPF sem restrições por causa de dívidas. É ideal também manter um bom histórico de pagamentos, assim aumentam as chances de aprovação do crédito. Vale ressaltar que o financiamento não deve comprometer mais que 30% do orçamento familiar”, destacou.

Planejamento financeiro

Jéssica Keller também salientou que é interessante saber que além das prestações do financiamento, é necessário um planejamento financeiro para pagar os valores de entrada e da documentação para transferência do imóvel. “Bom lembrar que se o cliente tiver três anos de carteira assinada pelo regime de recolhimento do FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço], esse valor recolhido pode ser utilizado como entrada ou parte da entrada na hora da aquisição da casa própria”, afirmou.

Em caso de morte

Segundo a corretora ipatinguense, nos financiamentos imobiliários vigentes está embutido o Seguro de Morte e Invalidez Permanente (MIP), o qual os devedores ou seus herdeiros podem solicitar a quitação nos casos de invalidez permanente ou morte do devedor. “Mas quando o mesmo imóvel é financiado por mais de uma pessoa, ou seja, quando há uma composição de renda, a quitação do saldo devedor é parcial, somente referente à parte incapaz”, explicou.

Desemprego

Em casos de desemprego, o comprador deve procurar o banco imediatamente, conforme a corretora, principalmente se ele sempre manteve o pagamento de suas parcelas em dia. “As instituições financeiras costumam buscar alternativas para que os clientes não fiquem inadimplentes. E se o comprador tiver um saldo do FGTS suficiente, pode recorrer a ele para compor até 80% das parcelas (por 12 meses, renovando a cada ano). O FGTS pode ser utilizado também para amortizar parte da dívida. É importante ressaltar que para isso é necessário possuir três anos trabalhados (consecutivos ou não) de recolhimento do FGTS, não possuir financiamento ativo pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação) e não ser proprietário de imóvel na região que mora ou trabalha”, ressaltou.

Último caso

Se a pessoa ainda se encontrar com dificuldades para manter o pagamento da dívida em dia, a dica de Jéssica Keller é que ela recorra à venda do imóvel financiado. “Nesse caso, parte do dinheiro da venda pode ser usado para pagamento do saldo devedor. Assim evita problemas com inadimplência e evita que o imóvel seja levado a leilão. Nessa transação também é indispensável a participação de um profissional capacitado para segurança e transparência da negociação. Portanto, o planejamento e cuidado são necessários para realizar o sonho de adquirir um imóvel”, concluiu.
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